sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As Serviçais




As Serviçais (The Help), de Kathryn Stockett, fazia parte da minha lista de ‘livros a ler’, uma lista onde registo todos os livros que um dia gostaria de ler. Não fazia ideia do seu sucesso literário ou de que estava para breve a estreia da adaptação cinematográfica.
Como sempre, hesitei entre esperar pelo filme para depois ler o livro ou em começar pelo livro e só depois ver o filme. Acho que aquilo que me levou, desta vez, a começar pelo livro foi o alguém ter dito que a história era hilariante e nos tempos que correm rir não é o melhor mas o único remédio...

Começamos por conhecer Skeeter, que acaba de terminar a faculdade e que regressa a casa para seguir o seu sonho e tornar-se escritora, ainda que tenha de ir contra as convenções da época e os planos da mãe em vê-la com uma aliança no dedo. Através dela, conhecemos Aibileen, a quem pede ajuda e que por sua vez nos apresenta a Minny.Entre elas nasce uma cumplicidade quase imediata, o que leva Skeeter a escrever a história de Aibileen e, depois a de outras criadas que apesar de criarem e amarem as crianças das famílias brancas como se fossem suas, são discriminadas apenas pela cor da sua pele. Estas mulheres são a voz da esperança, da tristeza, do preconceito e da necessidade de mudança.
E, de facto, as suas vidas vão mudar para sempre!
«Talvez não seja demasiado velha para recomeçar, penso, e rio-me e choro ao mesmo tempo. Porque, ainda na noite passada, pensei que já não tinha nada de novo a fazer na minha vida.»

Sobre a segregação racial na América sulista, na década de 60, As Serviçais são um poderoso testemunho de que é possível mudarmos as coisas se tivermos a coragem necessária.
A desfavor só aquilo que se perde na tradução e que inevitavelmente fere o livro nas suas entranhas, é impossível não ficar com a sensação de que falta ali qualquer coisa para determinada frase pulsar de sentido.
Sobre o filme:
A sensação é a mesma do livro, não conseguimos parar a expectativa. No livro, a cada página, o que nos leva a não querer parar de ler, no filme, a cada take, para vermos a adaptação de determinado episódio retratado no livro. Há semelhanças e diferenças, um não é o retrato fiel do outro, o filme retira, enquanto o livro acrescenta, com o filme apenas damos um rosto às personagens que conhecemos intimamente ao longo de cada página. Mas não é o que acontece sempre? De qualquer forma recomendo ambos!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Livro do Amanhã


Por sugestão de uma leitora deste cantinho, uma pequena apresentação deste livro:

Tamara Goodwin tem dezasseis anos e vive confortavelmente numa mansão moderna com seis quartos, habituada a ter tudo o que quer quando quer. Mas, quando o pai morre deixando inúmeras dívidas, Tamara e a mãe não têm outra alternativa senão vender tudo e ir viver com parentes para um lugar distante e isolado junto ao castelo de Kilsaney. Para Tamara o choque parece inultrapassável, até que um dia uma biblioteca itinerante chega à vila trazendo consigo um misterioso livro encadernado a couro e fechado com um cadeado dourado… 
Com mais de um milhão de exemplares vendidos em todo o mundo, O Livro do Amanhã é o novo romance da autora de P.S. Eu Amo-te. 

A impressão que o livro causou na Filomena:
"Uma narrativa surpreendente, pela voz de uma adolescente inconformada. Prendeu-me do início ao fim e fez-me voltar à adolescência tal foram as peripécias de Tamara. Uma obra onde os valores da amizade, do amor e da família são os únicos pilares que conseguem erguer as personagens e onde o mistério e a espiritualidade nos cativam até à ultima linha. Num ambiente de magia e suspense vimos desfilar as primeiras experiências de uma adolescente assustada, vibramos com as suas investigações em cenários idílicos e participamos na descoberta de segredos, relembrando-nos que os afetos são a nossa prioridade nesta vida e que o nosso amanhã já foi escrito algures. "

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Jogo do Anjo







É mais uma vez uma história DE e SOBRE livros. Nas palavras do autor: "de quem os faz, de quem os lê e de quem vive com eles, através deles e até contra eles. É uma história de amor, amizade e, em alguns momentos, sobre o lado obscuro de cada um de nós" e termina dizendo que é sua intenção oferecer ao leitor uma "experiência intensa e convidá-lo ao jogo da literatura".

David Martín, o nosso protagonista, é um jovem escritor que vive em Barcelona na década de 20 e que ambiciona ter o seu nome impresso num pedaço de papel, tornando-se imortal (acho que isso é mesmo aquilo que todos os nossos personagens pretendem - viver para além de um pedaço de papel), capaz de vender até a alma para o conseguir. Seguimos de perto as suas tentativas, enquanto deambulamos por cenários familiares, como a pequena livraria Sempere e Filhos e o mágico Cemitério dos Livros Esquecidos, de onde, mais uma vez, o nosso protagonista retira um livro, além de esquecido, maldito.
É mais uma vez uma história que mistura o amor pelos livros, a paixão e a amizade. Temos também algum mistério como em A Sombra do Vento, confesso que vi algumas semelhanças, não só entre personagens, mas no preço que pagaram para chegar à verdade.

É também um livro que não se explica, compreende ou que se justifique. Não vou colocar aqui os pormenores da história, não quero retirar ao leitor o prazer de ver-se enredado nos labirintos de uma intriga sinuosa e ao mesmo tempo perigosa. A história flui veloz e vertiginosamente, com uma precisão narrativa que nos deixa exaustos porque simplesmente não conseguimos parar de ler. Quem gostou de A Sombra do Vento, vai certamente adorar esta nova lufada de mistério, entrar de novo no santuário dos livros esquecidos onde "cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar sobre as suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se mais forte. Neste lugar, os livros de quem já ninguém se lembra, os livros que se perderam no tempo, vivem para sempre, esperando chegar às mãos de um novo leitor, de um novo espírito..." eu acrescentaria: e de colocar aí toda a sua magia.

domingo, 23 de outubro de 2011

A Pequena Princesa



O filme é de 1995 e, de facto é uma história de miúdos, mas que continua a fascinar graúdos.
Guardo o filme nas minhas memórias de 'miúda' e, volvidos todos estes anos, eis que a história vem ter comigo novamente, agora em livro.


A história é encantadora, ou não o fossem todas as histórias de princesas. Não quis acreditar que fosse a mesma, até ler a sinopse:
«Aos oito anos, Sara vem da Índia para Inglaterra, enviada pelo pai para um colégio interno em Londres. Miss Minchin, a dona do colégio, invejosa das recomendações do riquíssimo Capitão Crewe para que rigorosamente nada falte à sua filha, acha que aquela criança deve ser insuportavelmente mimada. Pelo contrário, Sara adora ler e estudar e faz rapidamente amizade com as colegas e com Becky, a criadita que é posta ao seu serviço. Três anos mais tarde, chegam notícias de que o Capitão Crewe morreu na Índia, depois de perder toda a fortuna, e Sara vê-se subitamente rebaixada e tratada como a última das serviçais pela vingativa Miss Minchin. Até que um dia, um misterioso senhor indiano vem viver para a casa em frente e adoça a dura vida da órfã, ajudando-a a não se deixar quebrar pela maldade de Miss Minchin...»

Um filme/livro emocionante sobre o poder da amizade e sobretudo sobre o poder da imaginação! Deixo-vos com o trailer...e com algumas curiosidades.

"Because it's magic. Magic has to be believed. It's the only way it's real."

sábado, 22 de outubro de 2011

Vida sem Limites


Logo na capa Nick Vujicic deixa a pergunta: “se eu consigo ser feliz, porque é que tu não consegues?”
Nick Vujicic é um jovem australiano que nasceu sem braços e sem pernas. Ou seja, tinha todas as condições para ser uma das pessoas mais infelizes do mundo. Mas não é.
“Nasci sem quaisquer membros mas não me sinto constrangido pela minha situação. Viajo por todo o mundo, encorajando milhões de pessoas a superar a adversidade através da fé, esperança, amor e coragem, para que possam perseguir os seus sonhos”.
Este livro autobiográfico, com incidências de auto-ajuda e de evangelização (excessiva para meu gosto), é uma inspiração em vários momentos. Apesar de ter nascido com falta de peças (ele próprio brinca muitas vezes com a sua circunstância), isso não o tem impedido de realizar os seus sonhos e a sua “missão”. Aprendeu a fazer surf, a andar de skate, a atender o telemóvel atirando-o com o pequeno pé para o ombro, a pôr-se de pé sem ajuda… a gozar com as situações. Por exemplo, quando se escondeu no compartimento para bagagens do avião, por cima dos assentos, para ver a reacção dos passageiros quando o abriam para guardar as malas e encontravam este ser humano estranho.
Ao longo do livro Nick vai relatando as suas experiências de vida, as suas viagens, as histórias que tem acompanhado e que também o têm inspirado por todo o mundo. Sempre com um sorriso na cara, pois o sentido de humor não foge à sua vida sem limites: “sem braços, sem pernas, sem limites” é justamente o título do capítulo dois.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

As Pontes de Madison County


Se tivesse de escolher a mais bela história de amor literária, escolheria, sem sombra de dúvida, a protagonizada por Robert Kincaid e Francesca Johnson.

Robert Kincaid, 52 anos, fotógrafo da National Geographic – um solitário viajante que colecciona imagens, imagens de desertos áridos, de rios longínquos, de cidades perdidas, um homem que sente não pertencer ao tempo em que vive.
Francesca Johnson, 45 anos, noiva italiana do pós-guerra, vive nas colinas do Iowa com as memórias ainda vivas dos seus sonhos de juventude. Esta estabilidade frágil que ambos vivem é quebrada quando Robert Kincaid atravessa o calor e o pó de um Verão do Iowa e chega à quinta de Francesca em busca de informações. Este é o momento em que as suas vidas se entrelaçam num invulgar momento de alucinante beleza, em que ambos se deixam levar pelos seus sentimentos e durante quatro dias vivem experiências de toda uma vida e que recordarão sem cessar até ao fim dos seus dias.

O resultado? A história de um amor na sua forma mais pura e até ingénua. Através de uma linguagem simplesmente apaixonante e profundamente comovedora, Robert James Waller consegue, transmitir-nos um conjunto de imagens onde a solidão, o amor, o sofrimento e os valores se misturam elevados ao nível mais profundo que se possa imaginar.

Não aconselho o filme antes de lerem o livro. Embora Richard La Gravenese seja o homem certo para este tipo de filmes, o sentimento que une as personagens é tão profundo que não pode ser reduzido a meia dúzia de takes, mas só quem leu o livro poderá perceber isso.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Livro Mágico



Olhei para o livro, para a capa e depois para o título: “O Livro Mágico - Uma história fantástica de auto-descoberta e transformação”.


«Gostei de «O Livro Mágico», não gostei da parte da «auto-descoberta e transformação», pensei logo num livro de auto-ajuda e para esses a minha paciência esgotou-se há muito. Continuei a ler: «Há um momento na vida de todas as pessoas em que se inicia uma profunda transformação, uma metamorfose, uma crisálida que começa a abrir as asas da consciência e da magia que habita dentro de cada um de nós e que espera silenciosamente o momento para nos mostrar o sentido da nossa existência.» Definitivamente este era um daqueles...


Geralmente teria passado ao largo sem olhar para trás, mas depois li a sinopse e alguma coisa me fez mudar de ideias...

Inés, a protagonista desta história, é uma mulher que se sente perdida e só, depois de uma separação conturbada. Vê a vida passar-lhe à frente enquanto nada mais faz do que queixar-se de tudo e de todos, qual vítima das circunstâncias, como se o universo conspirasse apenas para a fazer infeliz.
A sua vida muda, quando, um dia, encontra na biblioteca local um livro estranho que parece conhecê-la há muito tempo...a princípio com medo, mas depois Inés entrega-se à magia do livro que a leva a ultrapassar de uma vez todas as barreiras que ela vinha impondo a si mesma. Ela reaprende a viver, a lutar pelo que quer e a perdoar, para finalmente fazer as pazes com o seu passado.


Obriguei-me muitas vezes a não parar de ler este livro, senti que precisava fazê-lo. Assim, como a nossa protagonista, deixei que o livro me guiasse e me mostrasse os quão diferentes as coisas podem ser quando olhamos para elas com outros olhos, com os olhos do coração e não da razão. Descobrimos uma essência que sempre esteve lá, damos uma hipótese a nós mesmos de viver quebrando cada um dos limites que nos impusemos, sem queixumes, sem desculpas, passo a passo!
Fazemos muitas viagens quando lemos um livro, mas nenhuma foi tão profunda quanto esta, uma aventura de facto mágica!


"Se tens capacidade de imaginar, também tens capacidade de materializar o que imaginas."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estantes para livros modernos

No Público:
"Uma estante cheia de teias de aranha, sem nada à vista. Foi com esta ilustração que a revista “The Economist” ilustrou um artigo publicado na edição da semana passada sobre a transformação no mercado livreiro. O IKEA já admitiu que vai transformar um dos seus modelos mais populares de estantes, adaptando-o à era dos leitores electrónicos.
“Para se perceber o quão profundas são as transformações no sector livreiro, o melhor é olhar para as estantes”. Começa assim o texto da “The Economist” que indica que o gigante sueco dos móveis IKEA vai introduzir no próximo mês uma nova versão da sua estante “ubíqua” Billy. 
 A empresa vai começar a comercializar mais estantes com portas de vidro, a fim de que estas possam servir num futuro próximo para albergar objectos decorativos em vez de livros, contando que estes passem a ficar armazenados num leitor de livros electrónicos."

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma impressão

Como ando em falta com as leituras, resta-me chamar a atenção para as palavras impressas por outros.
Desta vez para um post no Delito de Opinião sobre Orhan Pamuk e "O Museu da Inocência": o relicário da memória.
Há uns anos ofereceram-me "A Vida Nova", do mesmo autor. Li algumas páginas e deixei-o de parte. Não me agarrou. Talvez não fosse a hora.

Enquanto não retomo as minhas leituras à velocidade de cruzeiro, deixo aqui esta impressão com Istambul em fundo. Ou não fosse esta uma das cidades que gostava de conhecer, entre dois continentes.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Símbolo Perdido









DAN BROWN e o Código Da Vinci. Comprei o livro quando todos já o haviam lido. Li as primeiras páginas e não encontrei motivo para continuar e virar a última.
Outros livros foram publicados e o meu interesse mantinha-se o mesmo, até ouvir falar de O Símbolo Perdido.

Embarcamos com o professor Robert Langdon em mais uma aventura envolvendo símbolos, enigmas e um estranho pacote lacrado com um selo Maçom, com uma Fénix de duas cabeças, o número 33, e a inscrição "'Ordo Ab Chao'Ordo Ab Chao" (Ordem a partir do caos). Langdon lembra-se do dia em que Peter Solomon lhe confiara o objecto e lhe pedira para o guardar.
Assim que pisa o chão do Capitólio, Langdon percebe que foi enganado e não tarda em descobrir o motivo. Recebe um telefonema da pessoa que o atraiu até ali e que lhe diz ter sequestrado Peter Solomon e, que se quer voltar a vê-lo com vida, tem de encontrar um antigo portal em Washigton, decifrando os vários enigmas e que tem até à meia-noite para o fazer.
Não tarda a surgir o primeiro pela mão de Peter Solomon, literalmente. Robert ouve uma gritaria no Capitólio e ao dirigir-se para o local, encontra uma mão no chão, que reconhece como sendo a do amigo pelo anel que tem num dos dedos, tatuada com os símbolos da Mão do Mistério, um convite para receber conhecimentos sagrados. Estranhamente, também a agente Sato da CIA chega rapidamente ao local.
Langdon percebe que só ele poderá ajudar o seu mentor. Com a ajuda de Katherine Solomon, irmã de Peter, vai decifrar os segredos escondidos na Pirâmide, aproximando-se do grande Símbolo Perdido.

O livro tem como pano de fundo a história da maçonaria na América e o mais fascinante é ver como tudo está interligado, como numa grande teia de fios: Os construtores das pirâmides do Egipto com Pitágoras com o Rei Salomão com Jesus com os gnósticos com os Cavaleiros Templários com Francis Bacon com Isaac Newton ou com George Washington. Todos parecem estar relacionados entre si e chegam até nós envoltos em mistérios sagrados. Como disse, uma temática fascinante, bem como algumas das lendas maçónicas recolhidas por Dan Brown para este livro. Deixo-vos com algumas curiosidades:

A respeito da Fundação de Washington - todos os prédios públicos da capital tiveram a sua pedra angular (ou Pedra de Fundação) colocadas precisamente seguindo datas e horários calculados pelo estudo da Astrologia Hermética. Por exemplo, o Capitólio, marco zero da fundação da cidade, foi iniciado precisamente no dia 18 de Setembro de 1793, entre 11h15 e 12h30.



A Mão do Mistério, descreve os símbolos da Apoteose ou a transformação do homem em deus. O facto da mão não é deixado ao acaso, aparece no Capitólio, onde existe um afresco de Constantino Brumidi, membro da maçonaria, a Apoteose de Washington, no qual retrata a Ascenção de George Washington aos céus. Este afresco é dividido em seis partes, nas quais mistura elementos da mitologia grega com personalidades americanas.

Melencolie, de Albrecht Durer - Uma das imagens que representa o temperamento Melancólico, carregado de simbolismo alquímico. Para o livro, o que importa é o Kamea de Júpiter.
Langdon usa a Alquimia Linguística para decifrar as letras. Ao alinhar as letras correctamente, temos:
Jeova Sanctus Unus , em latim: "Único Deus Verdadeiro".
O pseudónimo de um alquimista muito famoso, membro da Real Sociedade de Londres e da Ordem Rosa-cruz. As 16 letras de Jeova Sanctus Unus podem ser reorganizadas para soletrar o seu nome em latim, o que tornava o pseudónimo perfeito para Isaacus Neutonuus (Isaac Newton).

A Palavra “MASON” escrita na nota de um dólar. Se desenhar o Símbolo de Salomão numa nota de um dólar, as pontas da estrela formarão a palavra “Mason” (maçom) e a parte de cima fará o topo da Pirâmide.

E o simbolo a que tudo se resume:




O esquadro do pedreiro: símbolo de honestidade e sinceridade.
A sequência Au: símbolo do elemento químico ouro.
O sigma: a letra grega S, símbolo matemático da soma de todas as partes.
A pirâmide: símbolo egípcio do homem se erguendo aos céus.
O delta: a letra grega D, símbolo matemático de mudança.
Mercúrio: representado por seu mais antigo símbolo alquímico.
O ouroboros: símbolo de inteireza e de união.

O livro tem uma mensagem clara para quem conseguir percebê-la. Somos convidados a recordar as nossas origens, a elevar-nos a uma consciência universal; a procurar a Palavra Perdida pois ela está bem diante dos nossos olhos e tem o poder de transformar a humanidade ao desvendar os Mistérios Antigos.

domingo, 26 de junho de 2011

Kane & Abel




William Lowell Kane, filho de um milionário de Boston, e Abel Rosnovski, um emigrante polaco sem dinheiro, dois homens nascidos no mesmo dia, em lados opostos do mundo, cujos caminhos estão destinados a cruzarem-se numa batalha implacável para construir um império. Dois homens poderosos ligados por um ódio inimaginável, juntos pelo destino para se salvarem… e, por fim, se destruírem… um ao outro.»

Sobre o livro:
Não é novidade aqui que ADORO os livros de Jeffrey Archer. E depois de quatro, o efeito é sempre o mesmo, por incrível que pareça:
- não se consegue parar de ler,
- ficamos a pensar neles muito depois de os termos lido,
- o background das personagens, embora significativamente diferente, leva a que ambos os protagonistas consigam alcançar o sucesso de uma vida,
- sempre presente a ambição, a sede de vingança e no fim a redenção,
- e no fim, sempre que chega o momento de escrever sobre eles, não faço a mínima ideia de como transmitir-vos aqui o prazer que foi ler cada um deles.

Archer tem a particularidade de conseguir levar-nos através da história, ao longo de mais de 400 páginas e em cada uma delas como se fosse a primeira, apimentando-as com insinuações no final de cada capítulo, que não tardam a fazer sentido logo ali, um pouco mais à frente...é de génio!
William Lowell Kane, filho de um milionário de Boston, traça o seu caminho seguindo as pegadas do pai, pensando apenas no orgulho que o pai sentiria dele ao estar à altura de todas as expectativas.
Abel Rosnovski, com um percurso totalmente diferente, um sobrevivente no sentido mais lato da palavra, chega à América e consegue do nada contruir um império poderoso, não sem cruzar-se com Kane e jurar vingança.
Os esquemas, as tramas, os encontros, os desencontros, tudo flue perfeitamente envolvendo o leitor como se ele estivesse a sentir na pele o ataque do oponente.
A história destes dois homens abrange um período de sessenta anos, vários episódios da história mundial, três gerações, o poder do dinheiro, a força da vingança e no fim nada disto parece ter importância. E no entando continuamos a querer mais, mas já não há mais nada para contar, porque definitivamente os últimos vão seguir os passos dos primeiros e nós vamos continuar extasiados!

domingo, 19 de junho de 2011

Cemitério dos Prazeres

Todos os povos terão manias, mas as dos portugueses têm requintes. 
São essas idiossincrasias que Pedro Boucherie Mendes desvenda e arrasa neste livro de crónicas: Cemitério dos Prazeres (nome para um cemitério que só passaria pela cabeça dos portugueses...).
Desde o gesto simples do café numa pastelaria até a chico-espertice.
Nada escapa ao olhar crítico e bem humorado do autor.
Porque Portugal é um país embaciado. 

Só para abrir o apetite, um excerto dos Passeios em Nova Iorque... onde toda a gente já foi:
"Outra coisa que me dizem é que se cansaram de andar a pé. E gostaram.
Mas nunca ninguém me falou dos passeios.
Os passeios em Nova Iorque, sobretudo na gigante Manhattan, têm três características tão absolutamente geniais que escapam ao olho dos portugueses entretidos com as montras das lojas. São grandes e amplos. Não têm mupis (aqueles anúncios gigantescos em estruturas de alumínio) e não têm carros em cima. Esta combinação verdadeiramente intrigante é o que torna possível andar a pé em Nova Iorque, mas pelos vistos a relação causa efeito escapou aos meus entrevistados.
Nas cidades portuguesas, os passeios são exíguos, cheios de carros, bosta de cão, pilaretes, sinais de trânsito, anúncios e, claro, carros. Em Nova Iorque servem para as pessoas andarem. Curioso, não é?
Andar a pé no passeio de uma cidade... quem é que se lembraria de uma coisa destas?"

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Pilares da Terra (comentários revistos)

>
Ouvi falar de Ken Follett e Os Pilares da Terra há uns anos através de uma colega que andava constantemente com o livro debaixo do braço, aproveitando todas as pausas para ler mais umas páginas. Não fiquei suficientemente empolgada na altura para começar a ler o livro pelo que ficou esquecido... (percebo agora que há livros que não temos necessariamente de ler)
Voltei a ouvir falar nele quando anunciaram a transmissão televisiva de uma mini-série de 8 episódios baseada no romance homónimo de Ken Follett, numa produção que diziam ser das maiores produções televisivas de todos os tempos, a cargo de Ridley e Tony Scott.
Conseguiram despertar a minha curiosidade e decidi que havia de ler o(s) livro(s) antes de ver a série, mas após ter lido mais de 900 páginas, chego à triste conclusão que este é um daqueles livros em que mais vale ver a série/filme que ler o livro, talvez a desilusão não fosse tão grande.

Como havia referido, fiquei surpreendida logo nas primeiras páginas quando tomo conhecimento que Ken Follett é mestre do policial e nos confessa que embarcou nesta aventura do romance histórico sem a certeza de ser bem sucedido e no final a sua agradável surpresa quando o livro se torna num dos livros mais lidos em todo o mundo! E diz quem leu, com o dom de a cada novo romance surpreender o leitor com um novo thriller, e embora num estilo completamente novo para ele, conseguiu o mesmo efeito e com a mesma mestria.
Não posso concordar...
Depois daquilo que considero uma introdução com mais de 500 páginas, chego ao fim do primeiro volume sem qualquer entusiasmo para continuar a ler. Os momentos mais marcantes da narrativa são talvez os protagonizados por Aliena e pouco mais. Não me senti tentada a conhecer o desfecho da história e não fosse a máxima de não deixar livros a meio, teria desistido ao fim das primeiras 200 páginas do segundo volume. Não me senti definitivamente envolvida emotivamente pelas personagens, não tive medo por elas, não sustive a respiração quando elas se viram em apuros, não rejubilei quando tudo acabou bem....
No segundo volume, a falta de tacto em relação a alguns pormenores é ainda mais flagrante. Deixo-vos um exemplo: assim sem motivo aparente, Aliena resolve que vai deixar Jack porque se cansou de esperar pela anulação do seu casamento com Alfred. Apenas algumas páginas volvidas, a questão fica resolvida porque Alfred morre e ela fica viúva para casar finalmente com Jack. Se o objectivo deste pequeno subterfúgio era fazer com que o leitor sentisse a infelicidade de Aliena, na minha opinião foi muito brusco na tentativa de levar avante a sua intenção. Tem de haver um trabalho prévio antes de introduzir um acontecimento que envolva directamente uma das personagens mais importantes.
As descrições:
Demora-se em descrições que nada acrescentam à narrativa (luta entre um urso e vários cães, confesso que tive de passar estas páginas à frente dada a brutalidade do episódio), e descura aquelas que são verdadeiramente importantes: os sentimentos de William Hamleigh no último instante antes de ver o seu fim e os de Aliena ao ver o fim do homem que mais odiou na sua vida. As mesmas descrições, os mesmos adjectivos aplicados a determinadas personagens ao longo de toda a narrativa.

As personagens:
Conhecemos o fim de todos menos o de Martha - a irmã de Alfred, que desaparece subitamente da história sem qualquer explicação. Morreu? Casou?
A morte de Becket, uma personagem secundária que, comparativamente, tem direito a muito mais detalhe, simbolismo, ditando mesmo o final do livro.
À medida que avançamos para o final, os saltos cronológicos são de gigante e Follett faz várias (excessivas) referências à idade de Philip, que envelhecesse precocemente, possivelmente para acentuar a velocidade a que os acontecimentos se desenrolaram até ali.
Finalmente:
Depois de ler Mario Puzo, Jeanne Kalogridis, Philippa Gregory ou Steve Berry não posso definitivamente conferir a mesma mestria a Ken Follett no que ao romance histórico diz respeito. Eu teria reduzido a história dos dois volumes a pouco mais de 500 páginas, deixando em aberto o que ainda poderia acontecer depois de estas personagens desaparecerem e o efeito teria sido definitivamente diferente.

Os Pilares da Terra II





Começamos por olhar para uma Inglaterra divida pela guerra.
Kingsbridge consegue manter-se afastada dos seus efeitos contribuindo para isso o bulício gerado em torno da construção da catedral. O mercado, alimentado por todos aqueles que se deslocam a Kingsbridge gera bons lucros para desagrado de William Hamleigh que tudo faz para ditar o seu fim. Philip vê-se assim obrigado a requerer uma licença real para oficializar o mercado, sendo mais uma vez obrigado a deslocar-se à corte para poder continuar a gerar meios de financiamento para a sua catedral. Consegue junto da Rainha Matilde a referida licença, tendo que desembolsar uma avultada soma de dinheiro que não tinha.
Invertem-se os papéis e é agora Aliena quem salva Philip. Esta tornou-se numa abastada mercadora de lã e adianta o dinheiro a Philip esperando ter o retorno durante o mercado do velo. É também neste período que Aliena e Jack se aproximam e cresce entre eles um sentimento que nenhum deles vê como profundo.
William Hamleigh aparece-nos novamente em cena, envolto em toda a sua maldade invadindo a cidade, pegando fogo a toda a lã e atirando Aliena novamente para a pobreza extrema. Apesar do sentimento que nutre por Jack, Aliena não pode ficar indiferente à promessa que fez ao pai antes de este morrer e acaba por ser levada a cometer o seu maior erro: casar com Alfred.
Magoado, Jack parte e Aliena casa com Alfred, grávida de Jack. Com a morte de Tom durante o incêndio, Alfred assume o lugar de mestre-de-obras e termina o tecto da catedral em pedra, alterando o projecto original, apenas para o ver ruir e matar várias pessoas no dia da inauguração. Nesse mesmo dia, Aliena dá à luz o filho de Jack e Alfred expulsa-a de casa. Aliena decide assim procurar Jack, percorrendo meia cristandade para tentar recuperar o tempo perdido. Jack regressa com ela a Kingsbridge e convence Philip a deixá-lo aplicar na construção da sua catedral as técnicas novas que aprendeu, dando-lhe um novo alento.
A fome e a guerra continuam em cena e os acontecimentos vão desenrolando-se motivados pela ambição dos suspeitos do costume: Waleran, Alfred e William.
O país é entretanto invadido por Henrique, filho da Rainha Matilde e todas as terras e condados são devolvidos aos anteriores proprietários. Aliena e o irmão fazem por recuperar finalmente o condado que antes lhe pertencera.
O pano não cai ainda, e numa derradeira tentativa de reaver algum respeito, William é nomeado Xerife de Shiring que tenta prender Richard quando este defende Aliena de Alfred e é acusado de assassínio. Acaba por ser desterrado para a Terra Santa, da qual nunca voltaria, ficando Aliena no lugar do conde.
Os vilões caiem em desgraça no final desta história quando conspiram e assassinam Thomas Becket, transformando-o num mártir e santo.

Os Pilares da Terra I






A narrativa passa-se na Inglaterra do século XII. Seguimos de perto a Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras que acalenta o desejo de construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime e capaz de tocar os céus. Perseguindo esse sonho, embarcamos com ele e a sua família numa viagem perigosa. A caminhada é longa e várias personagens cruzam o nosso caminho. Inevitavelmente o destino de cada uma delas entrelaça-se com o seu de uma forma misteriosa e surpreendente, como mais tarde iremos perceber.
Encontramos um colorido mosaico de personagens: além de Tom Pedreiro, o singular Prior Philip, que com a sua astúcia consegue frustrar os planos ambiciosos de Henry e Waleran, ambos sedentos de poder; Aliena e Richard caídos em desgraça depois de o pai ser preso e a Família Hamleigh que não olha a meios para se fazer respeitar.
Diz quem sabe que o estilo inconfundível de mestre do suspense está bem patente no desenrolar desta história épica, tecida de intrigas, aventuras e lutas políticas. Assistimos à descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição.
Penso que a primeira parte do livro prepara-nos para o que está para vir. Tudo gira à volta de um turbilhão de sentimentos contraditórios: o sentido de justiça/injustiça, a crueldade com que determinados actos são praticados, a ambição e a soberba de quem não olha a meios para atingir os seus fins; a entreajuda desinteressada que move algumas das personagens e no final o que cada um vai colher com os seus feitos.



> (revisto depois de ler Os Pilares da Terra – Vol. II)

sexta-feira, 3 de junho de 2011














Yuken Teruya é o criador desta arte invulgar, que faz com que árvores surjam de sacos de compras, rolos de papel higiénico, livros e jornais. O artista japonês manipula materiais que por vezes desperdiçamos, transformando os seus significados para reflectir sobre a sociedade contemporânea e a cultura.

Yuken Teruya é natural de Okinawa, Japão, e trabalha em Nova Iorque.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olha... andamos ambos a ler Ken Follet :)
Tu mais rápido que eu.
Um excelente escritor, que sabe prender o leitor e aguçar-lhe a curiosidade.