domingo, 22 de junho de 2014

"O romancista é, de todos os homens, aquele que mais se parece com Deus: ele é o imitador de Deus." 
François Mauriac

terça-feira, 17 de junho de 2014

O Senhor Ibrahim e as Flores do Alcorão

Este pequeno livro é uma obra fantástica e que recomendo!

Deixo apenas as palavras da contracapa, pois constituem um resumo perfeito:

"Com uma escrita simples, emocionante e cheia de humor, Eric-Emmanuel Schmitt narra a história de um menino judeu e de um velho merceeiro árabe. Momo, o menino judeu, vive sozinho com um pai frio e distante. O senhor Ibrahim, o velho merceeiro árabe, é acolhedor, simpático e disponível. Juntos, vivem uma série de aventuras e constroem uma amizade que ultrapassa todas as fronteiras. O Senhor Ibrahim e as flores do Alcorão é um livro para ler e reler, uma lição de sabedoria, de tolerância, de fatalismo e de bondade."

Jacarandá

A Editorial Presença passa a ter uma nova chancela, de seu nome Jacarandá.

Eu, como fanático apreciador desta colorida árvore, mal posso esperar pelo final do ano...


domingo, 15 de junho de 2014

Feira do livro 2014

Em muitos anos de feira do livro, este foi aquele em que menos livros trouxe. E também o ano que menos vezes lá fui.
Quanto aos livros que trouxe, foram apenas estes:
- O Senhor Ibrahim e as flores do Alcorão, de Eric-Emmanuel Schmitt;
- Hav, de Jan Morris;
- Kafka à beira-mar, de Haruki Murakami.

Este ano a feira teve algumas novidades: pavilhões maiores, e novos (e melhores) espaços de refeição. Pecavam pela falta de sombras em tempos quentes.

Para o ano haverá mais feira e mais livros.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vamos testar a cultura geral?



Que característica/Romance está por detrás de cada xícara de café metafórica?

Os meus palpites são:

1- Kafka: uma barata do romance Metamorfose
2- Proust: um relógio por alusão ao romance, À la recherche du temps perdu
3- Bram Stoker, sangue, do Drácula
4- Collodi, parece ser o grilo falante do Pinochio, mas também pode ser o nariz do mesmo.
5- Italo Svevo, o romance Últimos Cigarros
6- Oscar Wilde, o Roxinol e a Rosa
7- Lewis Carroll, o chapéu do chapeleiro maluco da Alice no País das Maravilhas
8- Marquês de sade, uma maminha, eventualmente do romance Justine (que eu nunca li, por isso é apenas um palpite).
9- Agatha Christie, A faca que é espetada no romance Crime no Expresso do Oriente, por todos os passageiros do comboio, no acto de justiça pelas próprias mãos.
10- Simenon e o cachimbo do Inspector Maigret
11- Stevenson, uma ilha que é A Ilha do Tesouro, um dos clássicos da literatura infanto-juvenil.
12-Jane Austen, xícara de chá da sensibilidade e bom senso
13-Hemingway, um copo de whisky que foi sempre a sua imagem de marca, uma vez que não acabava nenhum romance sem ser acompanhado de um copo de dois dedos de whisky
14- Baudelaire, absinto, que era a bebida (droga) habitual de Charles Baudelaire.
15- Leopardi, a lua do seu poema Il tramonto della Luna
16-Nabokov, os corações românticos do seu amor incondicional em Lolita
17-José Luís Borges, palavras. Não sei se se refere a alguém poema concreto.
18- Dante Alighieri, o Diabo, do romance O Inferno
19- Shakespeare, a caveira de Hamlet
20- Beckett que é o autor que é um dos principais ícones do grupo designado de Teatro do Absurdo, que faz uma intensa crítica à modernidade, penso que a chávena ao contrário se refira a isso e não a nenhum romance em concreto.

(através do Corta-fitas)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Wilt

Delirante.
É esta a primeira palavra que me ocorre após ter lido esta obra de Tom Sharpe.
Wilt, que iniciou uma série de livros à volta da personagem Henry Wilt, é uma obra satírica editada pela primeira vez em 1976.
Wilt é um homem sem amor próprio nem objectivos, professor de literatura numa escola politécnica, e casado com Eva Wilt, mulher gorda e desequilibrada.
A vida dele resume-se a dar aulas a trabalhadores-estudantes de vários ramos (talhos, siderurgia...) e passear o cão, de forma a não ter grande convívio com a mulher. É nesses passeios com o cão que vão surgindo ideias mirabolantes de assassinar a mulher fingindo um acidente.
Por seu lado, Eva Wilt é uma mulher influenciável e com a mania das limpezas (fiquem desde já familiarizados com Harpic), que cada dia tem um objectivo diferente, seja fazer yoga, seja jardinagem, seja meditação...
Numa dessas modas, Eva conhece um casal rico, e, no meio de inúmeras peripécias, dá-se uma festa mirabolante que vai levar ao cerne do livro. A mulher desse casal atira-se a Wilt, ele recusa e acaba metido com uma boneca insuflável. Posteriormente, Wilt serve-se dessa boneca para ensaiar como vai fazer para se livrar da mulher.
Poderia revelar mais pormenores aqui – até porque estão todos evidentes no livro – mas aguço-vos apenas a curiosidade: Wilt é sujeito a interrogatórios ininterruptos para saber do paradeiro da mulher. E esses interrogatórios são absolutamente loucos. Ao ponto de Wilt pensar no seguinte: “Desde que se diga às pessoas aquilo que elas querem ouvir, estão dispostas a acreditar na história menos plausível que se possa imaginar”.

Com uma escrita leve e escorreita, a gargalhada vai surgindo a cada página lida.

Este terá sido dos livros mais divertidos que tive oportunidade de ler até agora. E fiquei com curiosidade em ler mais aventuras deste Henry Wilt.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Prémio Leya 2013

O romance Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade, uma portuguesa residente em Londres, ganhou esta terça-feira o Prémio Leya.

Também autora do blogue Far far away, diz que este tinha material para um livro.

domingo, 13 de outubro de 2013

Nobel da Literatura 2013

O prémio deste ano coube a Alice Munro, escritora de contos canadiana (não "canadense", como ouvi no dia da divulgação).
Nunca li nada dela, mas fiquei curioso em conhecer alguma da sua obra. Por isso, já cá tenho "Amada Vida", que me pareceu conter um conjunto de histórias inspiradoras.
Além disso, tenho interesse em ver a técnica de escrita de contos que ela utiliza, e aprender com isso.

Nota de rodapé: 
Na contracapa deste livro refere-se que "uma poeta, na sua primeira festa literária..."
No meu tempo dizia-se poetisa... 
Esta forma descuidada (ignorante?) de escrever português incomoda-me cada vez mais.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pequeno apontamento de leitura

Após pôr de lado alguns livros cuja leitura tinha iniciado mas não me estava a satisfazer, eis que pego em Wilt, de Tom Sharpe.
Apenas uma palavra: delirante.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mais um desafio no 77 Palavras: utilizar sete palavras que comecem com "trans".
Desta vez, é esta a minha versão dos factos:

Após quase uma hora em frente ao espelho, Beatriz estava transfigurada. Era uma nova mulher. Ao sair de casa, transportava um sorriso transbordante. Nunca se sentira tão segura de si. Reparava em si nas montras translúcidas e nos olhares masculinos em transe. Atravessou a cidade a pé, podia ter ido de táxi. Nessa noite, até a lua a observava. 
Entrou no restaurante. O Pedro aguardava-a num recanto a meia-luz. Quando a viu, transtornado, saiu-lhe: 
– Que corpo transparente!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Histórias em apenas 77 palavras

A escritora Margarida Fonseca Santos tem um blogue através do qual lança desafios regularmente para a escrita de pequenas histórias. Só há uma regra aplicável a todas: utilizar apenas 77 palavras. A partir deste pressuposto, vão surgindo vários desafios. 
É sempre interessante e engraçado conceber uma história que encaixe nas regras estabelecidas: ora temos de usar determinadas palavras, ora há falta de algumas vogais nos verbos, ora temos de utilizar um conjunto de palavras homófonas, etc, etc, etc.

Deixo de seguida algumas das histórias que escrevi para lá.


Rita TEM UM ESPÍRITO POÉTICO, AMA OLHAR O CÉU E A LUA. Passava horas deitada no jardim a espreitar o que acontecia nas alturas. Ignorava os apelos da mãe para almoçar, os convites dos amigos para jantar. Nada a demovia. Vivia nas nuvens.
Quando chegou a Primavera, nasceram flores nos seus cabelos: rosas, cravos, margaridas… A multidão juntou-se à sua volta, curiosa com aquele fenómeno. Todos levavam uma flor do jardim da menina, e um sorriso feliz.


Desafio nº 41 - a propósito do dia do livro

No banco daquele jardim um livro permanecia. Quem passava, não resistia a abri-lo. Lia a página onde abria, e voltava a pousá-lo no banco. Ali ficava esquecido até outro curioso ir espreitar. O leitor seguinte lia uma nova página e restituía-o àquele banco. Cada pessoa apenas lia uma página daquele misterioso livro, desconhecendo o passado e o futuro da história lida. As restantes páginas mantinham-se brancas, imaculadas. A cada olhar curioso apenas era permitido ler uma página.

Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Naquela manhã de Agosto, o Luís passou pela casa da Luísa para irem aproveitar um dia de praia. Ela exigira. Ele ia a contragosto. Sol, calor, areia… Valia pelas meninas modelos que via passar…
À hora de almoço, pediram um prato de caracóis a gosto, uma bifana para cada um, a acompanhar uma cerveja. Ali permaneceram. A meio da tarde, para desgosto da Luísa, o Luís não aguentava mais e foi embora. A relação terminou nessa tarde.

sábado, 17 de agosto de 2013

Que Importa a Fúria do Mar

Mais um contributo da Filomena: 

Numa narrativa cuidada e sui generis (até no aspecto gráfico), movendo-se numa intriga viajante e na busca dumas cartas atiradas a caminho do Tarrafal, Eugénia, uma jornalista emotiva e paciente ausculta, escuta e aguarda o relato de Joaquim-um sobrevivente, não só do Tarrafal, mas também de um amor antigo, mas nunca esquecido. 
Ao longo do calvário que foi a sua ida para o Tarrafal, com o final inesperado que prende o leitor até à última linha, ficamos a saber mais sobre uma época, encaixamo-nos nos monólogos de Eugénia e tememos o Guarda Cabaço. Um livro a não perder e a apreciar quanto antes, porque cada capítulo é uma surpresa inteligente que nos remete para a mundividência duma jovem, mas já experiente, escritora. 

[...] Ponho-o dentro de um balde de cal viva, Capitão. Vai ver como se lhe solta a língua. 
Irritou-se Manuel dos Arames com a prontidão do Viegas a alvitrar torturas mais medonhas do que ele conseguia, no momento, cogitar. Como se lhe soltou a língua sei eu, que os comunistas já te fizeram a cabeça, meu malandro. A mim não me arrancam nada, [...]

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O Palácio da Meia-Noite


O autor começa por alertar no prólogo que era bastante mais novo na altura em que escreveu este livro e que, por isso, o poderia ter alterado e explica porque não o fez: “Pareceu-me mais honesto deixá-lo tal como o escrevi, com os recursos e a tarimba daquele tempo”.
Só posso dizer: ainda bem que não o fez! É um regalo ver os contornos que começam a ser definidos aqui, reconhecer a semente daquela que viria a ser a sua grande obra.
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Do autor: Carlos Ruiz Zafón - diz que cedo (com 5 ou 6 anos) soube que ia ser escritor.
Da obra: começa por publicar «O Príncipe da Neblina» (1993), seguiu-se «O Palácio da Meia-Noite» (1994) e «As Luzes de Setembro» (1995), este último a publicar entre nós assim que houver tradução disponível e para finalizar «Marina». Os três primeiros formam a Trilogia da Neblina que Zafón caracteriza de literatura juvenil.


A consagração enquanto escritor ‘para adultos’ vem em 2001 quando publica «A Sombra do Vento», que rapidamente se torna num dos livros mais lido em todo o mundo. Apesar dos numerosos convites para passar o livro a filme, o autor diz acreditar não ser possível fazer um filme melhor do que aquele que o leitor faz assim que começa a ler a história e que por isso, fazer um filme seria redundante, irrelevante e totalmente desnecessário. Quem lê Zafón sabe do que ele fala…

Segue-se «O Jogo do Anjo» (2008) que rapidamente se converteu, à semelhança de «A Sombra do Vento» num best-seller e sobre o qual já escrevi aqui. Ambos fazem parte de uma tetralogia que o autor dedica à sua cidade natal – Barcelona. Segue-se «O Prisioneiro do Céu» (2011) e quer-me parecer que não vai tardar muito para alguém aqui escrever sobre ele.

Mas vamos ao livro que nos conduz até aqui: «O Palácio da Meia-Noite».
Não tem comparação com «A Sombra do Vento» e nem mesmo com «O Jogo do Anjo», não encontramos nele a Daniel Sempere, nem o Cemitério dos Livros Esquecidos, mas facilmente reconhecemos o condão que conduz cada e todas as histórias que compõem este livro, polvilhado de frases profundas e aparentemente sem sentido.
Uma maldição, um fatídico destino traçado à partida, um espectro que vagueia semeando morte e sofrimento, um segredo escondido durante anos e finalmente revelado, entre outros ingredientes que um seguidor atento de Zafón não terá dificuldade em reconhecer.
O cenário é outro e somos transportados para Calcutá, Índia, anos 30, onde não falta nada para que fiquemos presos a cada linha da primeira à última página.


Da história: Ben e Sheere, dois irmãos gémeos, separados à nascença para conseguirem fugir ao pior dos destinos: o desejo de vingança de Jawahal.
Aryami Bosé, a avó, decide entregar Ben aos cuidados de Thomas Carter que dirige o orfanato St. Patrick enquanto mantem Sheere sob a sua proteção.
Dezasseis anos depois, o terrível Jawahal volta para ameaçar tudo e todos e completar os seus diabólicos planos. No centro deste turbilhão de acontecimentos, oito membros da Chowbar Society - Isobel, Roshan, Siraj, Michael, Seth, Ian, Ben e Sheere – que vão sentir, literalmente, o fogo do ameaçador e sinistro Jawahal, contra o qual vão ter de lutar, vencendo os seus receios mais terríveis.

domingo, 30 de junho de 2013

Porque Falham as Nações


Trata-se de um livro revelador.

Daron Acemoglu, professor no MIT, e James A. Robinson, docente em Harvard, dão uma nova abordagem às causas do sucesso e fracasso dos países, numa análise não circunstancial, e olhando além da espuma dos dias.

“Este livro trata das enormes diferenças de rendimentos e níveis de vida que separam os países ricos do mundo, como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Alemanha, dos da África Subsariana, da América Central e do Sul da Ásia.”

Há realidades institucionais que se vão tecendo e conduzem ao sucesso ou ao fracasso dos países. É necessário conhecer melhor o passado e estudar a dinâmica histórica das sociedades. 

Através de inúmeros exemplos, para vários países e em momentos diferenciados, os autores explicam o sentido que algumas mudanças absolutamente contingentes imprimiram no rumo das sociedades. Detêm-se particularmente no caso da Grã-Bretanha, apresentado como caso de sucesso. Em contraponto, os casos de fracasso mais gritantes são os de países africanos.

Há dois conceitos centrais que vão acompanhar a análise: instituições extractivas e instituições inclusivas. As instituições relevantes para o estudo são as políticas e as económicas.

As extractivas, como o próprio nome indica, são instituições cujo objectivo é extrair o máximo possível da sociedade. A Coreia do Norte ou o Zimbabué são exemplos deste tipo de instituições.

“Para serem inclusivas, as instituições económicas devem integrar a protecção da propriedade privada, um sistema jurídico imparcial e a prestação de serviços públicos que assegurem condições equitativas para os que indivíduos possam fazer trocas e celebrar contratos; devem igualmente permitir a entrada de novas empresas e que as pessoas escolham as suas carreiras.”. Exemplo disto são os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

“Designaremos as instituições políticas que são suficientemente centralizadas e pluralistas por instituições políticas inclusivas. Quando um destes requisitos não for satisfeito, chamar-lhes-emos instituições políticas extractivas.”

Há uma relação muito estreita entre o tipo de instituições políticas e económicas existente em cada país, e ambas se influenciam reciprocamente. Instituições económicas inclusivas levam a instituições políticas inclusivas e vice-versa.

A partir daqui seria maçador estar a expor em pormenor os muitos exemplos, comparações e análises que este livro contém. De referir apenas algumas das muitas curiosidades que ficamos a conhecer com esta leitura: cidades que estão em dois países, sendo desenvolvidas num e atrasadas noutro; presidentes que ganham a lotaria; uma fotografia nocturna extremamente reveladora das duas Coreias; empresários que o são por terem contactos privilegiados; perspectivas de países que irão singrar e outros que dificilmente o conseguirão.

Uma coisa é certa: desenvolvimento não tem a ver com cultura, com geografia, nem com ignorância das elites. Tem a ver com a natureza das instituições que a contingência histórica e social permitiu que surgissem e se consolidassem.

Ao ir avançando na leitura deste livro, dei comigo a ver a realidade à luz dos seus parâmetros. Este livro funciona como um excelente guia para analisar notícias e medidas de natureza política e económica que vão surgindo diariamente. Nessa medida é altamente enriquecedor. E deveria ser lido por todos os cidadãos e reflectido com seriedade e sem peias de natureza ideológica.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

sábado, 25 de maio de 2013

Feira do livro de Lisboa


Já lá fui.
Já me desgracei.
Vieram oito (aproveitando promoções e afins):
- O Espião que Saiu do Frio, de John Le Carré;
- Agosto, de Rubem Fonseca;
- A Cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão;
- A Ilha, de Sándor Márai;
- Dublinesca, de Enrique Vila-Matas;
- A Cidade dos Prodígios, de Eduardo Mendoza;
- Submissão, de Amy Waldman;
- Servidão Humana, de Somerset Maugham.