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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Leituras de verão

Durante as férias conclui a leitura de O Sonho de Inocêncio.
Pouco mais a acrescentar ao que já disse anteriormente.
É um grande romance histórico, que nos transporta para os meandros da grande política europeia tendo como eixo central o papado de Inocêncio III, e para cristalização de uma certa imagem da Igreja.
Os jogos de poder são uma constante num homem que chegou ao topo da Igreja Católica tendo como objectivo unificar a cristandade.
É o tempo das cruzadas, da definição de regras na Igreja que ainda hoje perduram (as confissões, a indissolubilidade do casamento, a campainha a meio da missa, a divisão da Bíblia em capítulos e versículos, a criação da imagem vigente de Jesus Cristo - "se a cristandade não tiver uma única imagem do Nosso Salvador, nunca vai ficar unida" - a utilização da mensagem de Santo Agostinho...), de confrontos por territórios na Europa, de traições reais...

Gostei muito deste romance!
Recomendo entusiasticamente a sua leitura.


Depois de um pouco de História, foi hora de me virar para dentro e ler "O Poder Infinito da sua Mente 2", prenda de uma amiga no meu aniversário.
Em poucas palavras, posso dizer que é um livro de "programação mental", para desbloquear as nossas potencialidades. Pondo de lado limitações que inconscientemente (ou não) fomos absorvendo e que nos condicionam diariamente.

Numa frase, a mensagem deste livro será:
"Tudo o que cria na mente, é a sua verdade, existe para si. Qualquer verdade mental é verdade existencial para a própria pessoa."
Um pouco na senda de "O Segredo", "Tudo aquilo que o subconsciente aceita como verdadeiro, cumpre". Ou seja, acabamos por atrair para nós tudo aquilo que domina na nossa mente. A qualquer nível: pessoal, relacional, familiar, profissional... É a lei da atracção.
Mas para além desta lei, há outra também implacável: a Lei do Retorno. Basicamente: tudo o que dizemos (ou pensamos), seja por maldade, por crítica mordaz, regressa e cai sobre nós.

Para além destas mensagens, outra fundamental: acreditar em si mesmo, porque cada ser é único e irrepetível, tem a sua própria Luz. A partir desta constatação - portanto, cheio de si - cada pessoa fica segura de si para percorrer o seu caminho. Cada um fica com uma espécie de protecção divina, na medida em que está completamente alinhada interiormente.
"A trilogia da mente é o conhecimento, a determinação e a persistência; e a trilogia do coração é o amor, o entusiasmo e a fé. A junção de ambas conduz ao sucesso."

O autor de "O Poder Infinito da sua Mente 2" é Paulo Trevisan, considerado o autor brasileiro mais importante no domínio da auto-ajuda. Este autor dedica-se, "desde 1975, ao estudo das potencialidades do ser humano, e defende sobretudo que é na análise do poder da mente que se pode encontrar o segredo da felicidade humana"

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Sonho de Inocêncio

Há livros que nos agarram de formas difíceis de explicar.
É o que me esta a acontecer com "O Sonho de Inocêncio", romance histórico sobre a ascensão e queda do Papa mais poderoso da História.
Vou sensivelmente a meio, e infelizmente estou a lê-lo mais lentamente do que desejaria e do que a história exige, mas é uma história grandiosa.
Um homem, de famílias privilegiadas, que sempre esteve ligado à Igreja. Com menos de 40 anos ascende ao topo da hierarquia eclesial, e, fruto do entendimento que faz do que deve ser o papel do Papa - unificar toda a cristandade - centraliza tudo, decide tudo, é um activista político na defesa dos interesses da Igreja.
Embora vivendo à volta de 1200, Inocêncio III é um maquiavélico avant la letre. Sabe e joga com prazer o jogo da política, da guerra, dos interesses terrenos.
Duvida ele mesmo da existência de Deus, mas não duvida dos seus poderes enquanto chefe de um Estado. Manipula, mente, combate para atingir os seus objectivos, e alargar o seu poder. Contra quase tudo o que disse antes de ser Papa - em que valorizava a livre discussão de textos variados, em que era um livre pensador - ao chegar ao trono da Igreja é profundamente centralizador.
Entende que não é um simples sucessor de Pedro, mas sim o representante directo de Deus na Terra.

Estou a saborear cada página deste extraordinário romance.
Há alguns elementos históricos do seu papel que explicam pormenores que hoje damos como adquiridos na Igreja e na sua doutrina. De acordo com este romance, foi Inocêncio III que os introduziu. Mas falarei disso numa avaliação final.
Espero terminar a sua leitura antes das férias... de qualquer forma, entusiasticamente, deixo esta sugestão para leitura de verão!