quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


"Saber ler é acender uma luz no espírito"


Pearl Buck

Livros e mais livros

"A Book.it, uma marca da Sonae Distribuição que reúne no mesmo espaço livraria, papelaria, publicações e serviços, terá este ano 14 novas lojas em todo o país, que vêm juntar-se às 14 já existentes.
(...)
A ideia é chegar ao público que não vive nos grandes centros urbanos e, de acordo com os estudos de mercado feitos pela Sonae, o público-alvo deste conceito de loja tem idade entre os 30 e os 39 anos, é maioritariamente feminino e vai à loja, em média, quatro vezes por mês." (jornal I)


E para os mais tecnológicos...

"Os e-books só representam 5% do mercado livreiro, mas as campanhas das editoras são cada vez mais agressivas. E vem aí o iTablet" (jornal I)

domingo, 17 de janeiro de 2010

No teu deserto

Miguel Sousa Tavares classifica-o como "quase romance".

Este é um livro sobre uma viagem no deserto.
Um livro sobre o silêncio.
Sobre duas pessoas que não se conheciam.
Um homem de 36 anos e uma mulher de 21.
Este livro é uma declaração de amor.
Um amor desencontrado. Um amor em tempos diferentes. Um amor que não foi possível.

Duas frases:
" - Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio." (p. 97)
"Eis porque já não há ninguém para a travessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão." (p. 119)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Hoje alguém é pequenina…

Chegas hoje a uma fronteira simbólica... Mas o importante é que é um dia para celebrar, valorizar aqueles momentos que nos deixam felizes por dentro (e multiplicá-los), sorrir, olhar sempre pela primeira vez, aproveitar cada oportunidade para concretizar os teus sonhos.

Tudo o que te desejo digo-o assim: sê FELIZ, como tu mereces.

PARABÉNS!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Livros e Leituras

EU?
Digamos que estou entre livros...e o que é que isso significa perguntam vocês?
Fui de férias com a intenção de continuar a ler "Um Amor em Tempos de Guerra", de Júlio Magalhães - tenho a dizer que ficou a intenção.

E como sempre acontece em época natalícia, não há estação de Metro que não tenha uma tenda com livros a verdadeiro preço de Feira, isso já não é novidade. Conduzida pelo acaso comprei mais uma vez 3 livros pela módica quantia de 12€.
Assim, fui de férias com um livro dito light que não me obrigasse a pensar muito, nada melhor para desanuviar um pouco do stress associado às compras de Natal. Assim e quase sem perceber muito bem como, li 515 páginas em 5 dias. Não há dúvidas relativamente à facilidade com que se "consome" um livro destes...a "pedra" é que é muito fraquinha, portanto não tenho nada de relevante a partilhar sobre o livro.

Já sobre a outra aquisição, deixo para já uma frase do livro, uma frase que aparece bem no início, espero que seja um indício de que vai valer a pena chegar ao fim:
"Cada um de nós faz e desfaz a sua existência ao seu próprio ritmo. Nós não envelhecemos por causa do tempo que passa, mas sim em função da energia que consumimos e que apenas renovamos em parte."

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Metade



Oswaldo Montenegro

Às páginas tantas...

Os "malabaristas das palavras" estão em falta, é um facto.
O Natal não deixa grande tempo para cá vir.
O frio gela os dedos. Os olhos fecham-se aconchegados no calor dos lençóis.

Pela minha parte, anuncio ali ao lado a leitura de um livro que ficou pelo caminho. Entretanto, já li outros dois, e vou a caminho de um terceiro.
O "Dissolução" continua sobre a mesa à espera de melhores dias.

E tu, Marginália?

Leilão na Livraria Manuel Ferreira - Porto

Através do mail recebido (o nosso primeiro!), publicitamos este evento:

"Em documento anexo, enviamos informação relevante sobre o próximo Leilão organizado pela Livraria Manuel Ferreira, a realizar no Porto, entre os dias 21 a 23 e 27 a 30 de Janeiro, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, pelas 21 horas

Esta é a segunda parte do leilão da biblioteca, pertencente ao distinto bibliófilo Dr. Laureano Barros, uma das mais valiosas bibliotecas particulares do século XX. Este Leilão dividido em 3 partes, teve a sua primeira parte em Maio de 2009 e a terceira parte ainda com data a anunciar.

Informamos ainda que se encontra disponível o respectivo catálogo para consulta em http://www.livrariaferreira.pt

Para mais informações e disponível para qualquer esclarecimento adicional,

António Mário Costa
Pela Livraria Manuel Ferreira
R. Dr. Alves da Veiga, 89
4000 - 073 Porto
Tlf: 91 0532669 / 22 5363237
Fax: 22 5364406
mario.costa@livrariaferreira.pt

domingo, 6 de dezembro de 2009

P: Quanto a si, é mais provável que trabalhe com livros; tem uma biblioteca de 30 mil volumes. Provavelmente não funciona sem uma lista ou catálogo.

R: Receio bem que, nesta altura, já sejam 50 mil livros. Quando a minha secretária os quis catalogar, pedi-lhe que não o fizesse. Os meus interesses mudam constantemente, tal como a minha biblioteca. A propósito, se os nossos interesses mudarem constantemente, a nossa biblioteca dirá algo de diferente sobre nós. Além disso, mesmo sem um catálogo, vejo-me forçado a lembrar-me dos meus livros. Tenho uma sala para literatura com 70 metros de comprimento. Percorro-a várias vezes por dia e sinto-me bem quando o faço. Cultura não é saber quando morreu Napoleão. Cultura significa saber como vou descobrir isso em dois minutos. Claro que, hoje em dia, posso encontrar esse tipo de informação na internet em menos de um ai. Mas, como disse, com a internet nunca se sabe.

Umberto Eco em entrevista ao jornal I.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Em 2010...

No próximo ano, o clássico "Alice no País das Maravilhas" chega ao cinema pela mão do genial Tim Burton.
O camaleónico Johnny Depp faz parte das personagens...

"Retrato de Tim Burton enquanto surrealista pop" aqui.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Editora Bubok publica 450 livros online nos primeiros cinco meses em Portugal" (Jornal I)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Biblioterapia

Em Londres, no dia em que faliu o Lehman Brothers, nasceu a The School of Life.
"Tem um serviço de consultas médicas de biblioterapia, nas quais o paciente leva para casa uma prescrição de livros apropriados à sua maleita espiritual" (jornal I)

Trata-se de uma consulta fora do normal. "As médicas são uma escritora e uma licenciada em Literatura Inglesa, os doentes falam do tipo de livros de que pensam que precisam e também das suas vidas banais e no final a prescrição de dez livros para animar a alma é enviada para casa por email no belo formato de receita".

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Isabel Allende


















"Por que escrevo? Porque estou cheia de histórias que pedem para ser contadas, porque as palavras me sufocam, porque gosto e necessito, porque, se não escrevo, seca-se-me a alma e morro."
Essa é afinal a essência de um escritor.

Estranhamente, o primeiro livro que li de Isabel Allende foi "Filha da Fortuna" e fiquei completamente rendida à forma como escreve. Conta a história do personagem com a fluidez de quem recorda tempos áureos e imediatamente transporta-nos para o meio da acção. Descreve acontecimentos como quem renova lembranças, sem pressa de revelar tudo e, com pormenores, vai aguçando a nossa curiosidade.
ADOREI o livro e o bichinho ficou, pedindo mais histórias.
E foi quando resolvi conhecer a história de Aurora del Valle. A sua infância intermitente. A sua insistência em desvendar alguns dos mistérios que envolvem os primeiros anos da sua vida. Os fantasmas que sempre a visitam durante a noite.
Assim ficamos a conhecer a portentosa e ambiciosa avó, Paulina del Valle, que acolhe Aurora, que cresce num ambiente privilegiado para o tempo.
Aurora desenvolve um interesse precoce pela fotografia e é com puro deleite que absorvemos cada imagem, cada um dos sábios enunciados de Juan Ribero, o seu mestre. Amanda Lowell, a única que a levou a sério, dizia-lhe: «Uma boa fotografia conta uma história, revela um lugar, um acontecimento, um estado de espírito, é mais poderosa que páginas e páginas de escrita».

Em "Retrato a Sépia" recordamos alguns dos personagens de "Filha da Fortuna", onde a própria escritora se deixa envolver por um misto de escrita entre o histórico e a ficção, entre a memória e os segredos de família, a sua família.
Uma história que se debatia por ver a luz do dia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Platero e Eu

Um livro pequeno, feito de pequenos episódios ocorridos com um burro e o seu dono, na Espanha do início do séc. XX.
Escrito por Juan Ramón Jiménez (1881-1958), Nobel da Literatura em 1956, é um livro bucólico. Quase lembra Sancho Pança e o seu espírito pachorrento.
Publicado em 1914, trata-se de um “memorável livro em prosa poética, com elementos autobiográficos. Porque poemas em prosa são os capítulos que o compõem: prosa musical impregnada de ternura e beleza”.
Ler “Platero e Eu” é como estar debaixo de uma árvore a deliciar-nos com a brisa da tarde num dia quente de verão…


O próximo livro?
Hummm... não sei.
"Caim" já está na prateleira. A polémica sobre o livro não me dá nem retira vontade de o ler. Mas não sei se é o que me apetece ler neste momento.
De alguma forma, Marginália, passaste-me algo da tua paixão por romances históricos... e há ali um sobre Henrique VIII, a Inglaterra do séc XVI, numa altura em que se encontra dividida "entre os que são fiéis à Igreja Católica e aqueles que são leais ao rei e à nova Igreja Inglesa"... depois da tua conhecida Ana Bolena ter perdido a cabeça.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Há livros que nos caem nas mãos e percebemos de imediato para quem são.

domingo, 1 de novembro de 2009

As palavras de Lobo Antunes

António Lobo Antunes é para mim um escritor desconhecido.
Nunca li nenhum livro dele. Só alguns textos que publica em jornais e revistas. Aprecio alguns, noutros não consigo "entrar".
Já folheei romances dele, mas também não consegui "entrar". Lobo Antunes é para mim o que Saramago é para outros leitores. Mas gosto de muitos dos títulos que dá às suas obras: têm qualquer coisa de poético.
No entanto, as suas entrevistas têm algo que me seduz. Não sei se é aquele tom pausado, aquele aspecto de homem vestido de tristeza, metido "numa bolha de tristeza" (como refere a certa altura a propósito de doentes com quem contactava enquanto ele mesmo estava doente, no Hospital Santa Maria), a forma crua como fala, aquelas frases de uma simplicidade e beleza desconcertantes que atira para cima da mesa...

Aqui a entrevista que deu à Judite Sousa há algumas semanas.

Como há frases de Lobo Antunes que me deixam extasiado, cito duas desta entrevista:
- "As pessoas são como arco-íris. Nós nunca nos entendemos nas sete cores, mas se nos entendermos em três ou quatro já é muito bom".
- "Espero que de certo modo tenha conseguido conservar a virgindade do olhar. Se consegui isso já não é mau."

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Outras leituras

O Palavras Impressas é um blogue de palavras e de impressões provocadas por LIVROS.
Tanto a MARGINÁLIA como eu somos devoradores de livros. Ambos gostamos de folhear livros, de comprar livros, de entrar noutras vidas, de deixar a imaginação viajar ao sabor de cada linha impressa numa folha branca...

Mas sabemos que há outros mundos e outras leituras para além deste espaço. Por isso, este passa a estar aberto à colaboração de todos aqueles que queiram deixar uma opinião sobre um livro que estejam a ler ou que tenham lido, uma frase que os tenha tocado de modo particular, uma simples sugestão de leitura, e muito mais...

Apenas uma condição: tem de ser sobre livros. Não importa o género literário. Mas não queremos tratados de literatura :)
As colaborações deverão ser enviadas para o mail:

palavras.impressas@gmail.com


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Caim

Tenho uma certa aversão a livros polémicos. Não sei dizer ao certo porquê, simplesmente prefiro ler esta ou aquela obra quando já ninguém falar nela.
Talvez quando a poeira assentar pense (e REPITO talvez) em ler Caim. Saramago ainda não conseguiu arrebatar-me com a sua escrita.
Assim,
GONIO, o espaço é todo teu.
Ou...se mais alguém quiser deixar um comentário ao livro, podemos inverter as coisas e este espaço passa a ser vosso. Teremos todo o gosto em publicar aqui a vossa opinião.

sábado, 24 de outubro de 2009

O Solista

Acreditar no melhor das pessoas, de cada um, apesar dos momentos “não”.
Esta poderia ser a grande mensagem deste livro que me caiu nas mãos quase por acaso. Sim... é certo que já tinha visto uma apresentação do filme que me deixou muito curioso e expectante…

Steve Lopez, um colunista do Los Angeles Times, encontra nas ruas Nathaniel Ayers, um sem abrigo a tocar o seu violino de duas cordas, e vê ali um tema para abordar na sua coluna no jornal. No entanto, começa a descobrir mais qualquer coisa para além do que vê naquele pobre homem.
É um homem com talento, que tinha estudado numa das melhores escolas de música americanas, tinha sido um jovem promissor, a quem uma doença mental atirou para as ruas e para a miséria. Passa os dias pelas ruas, agarrado ao seu carrinho de supermercado onde leva tudo o que possui.
Steve Lopez vai-se envolvendo no que inicialmente era apenas material para mais um artigo de jornal. E vai querer melhorar-lhe a vida, tirá-lo da rua, permitir-lhe ter uma vida digna.
Às tantas começa a receber instrumentos oferecidos pelos leitores. Vai à procura do passado de Nathaniel, dos seus familiares. E a cada dia vai sendo confrontado com situações que lhe dizem que deve desistir.
Nathaniel, devido ao problema de saúde que tem, parece ser duas pessoas. Ora dócil e simpático, ora agressivo, mal-educado, rezingão, mal-agradecido. Lopez questiona-se até que ponto é possível ajudar alguém e estar disponível para esse alguém.
Ao longo de muitos meses há avanços e recuos, esperança e desilusões, sonhos e pesadelos a acontecer quase em simultâneo…
A ligação entre ambos vai-se tornando cada vez mais forte…
E… mais não digo.

Apenas que vale a pena acreditar nas pessoas, no melhor de cada um. Não desistir das pessoas.

Sem ser um livro com uma escrita cativante, a história – baseada em factos verídicos – agarra-nos e leva-nos de página em página. Queremos sempre saber como irá reagir Nathaniel a cada “prova” a que é sujeito, e como vai Steve Lopez encontrar forças para conciliar este desafio, a vida no jornal, a vida familiar.

Há uma pergunta que ao longo da história me foi surgindo a espaços: até que pondo podemos interferir na vida de alguém? Até onde essa acção é legítima, mesmo que para o bem do outro?

“O Solista”… alguém que toca sozinho.
Solista… solo… alguém só, sem mais ninguém para além de si mesmo. Sem relações, sem nada.

Lido o livro, é tempo de ver o filme.