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sábado, 8 de setembro de 2012

A Queda dos Gigantes

Com este livro, Ken Follet dá início à trilogia O Século, e apresenta-nos a história de cinco famílias que se cruzam entre si, e que  coincidem com factos históricos do início do século XX. 
Com início em 1911, e estendendo-se até 1924, este longo romance dá-nos um fresco sobre a história europeia e mundial. Atravessa vários cenários, desde o País de Gales até os corredores do poder inglês, passando pelas trincheiras da I Guerra Mundial, pelo movimento sufragista feminino, pela revolução soviética... 
Ao longo de todo o livro é bem claro o confronto entre as várias classes, poderes e interesses que se digladiaram no confronto bélico. 
Mas há mais além do registo histórico: há os amores proibidos, há as relações de conflito entre pais e filhos, há a pobreza, há a força do religioso, há a ebulição do socialismo. 
À volta de cinco famílias (americana, alemã, inglesa, russa e galesa), Ken Follett constrói um romance histórico bastante plausível. Claro que há elementos que parecem estar a ser vistos muito com o olhar do início do século XXI, e que são estranhos quando contextualizados no início do século XX, mas não são demasiado perturbadores para a narrativa – pelo menos para mim, que prefiro ver as grandes tendências da História do que deter-me em pormenores. 
A proximidade que os membros destas cinco famílias acabam por ter é, simultaneamente, estranha para a época e enriquecedora pelo claro confronto de posições que representa. O quadro destas famílias acaba por ser o seguinte: a elite europeia (famílias inglesa e alemã), o povo (famílias galesa e russa), o corrupto (família americana... que no fundo é uma família russa que emigrou para os EUA). 
Descendo do patamar político, é interessante ver o papel que cabe às mulheres naquele tempo e naquela sociedade. E a força que tiveram (exagerada no livro?) para conseguir o voto feminino. 

Em resumo, foi um livro que gostei muito de ler, apesar de lido em duas “prestações”, o que fez com que levasse mais de um ano a lê-lo. Um livro com mais de 900 páginas não permite uma leitura rápida em termos logísticos. 

O livro seguinte desta trilogia já está encomendado: O Inverno do Mundo
O primeiro livro da trilogia já deixou algumas pistas pelo caminho que irão ter destaque no livro II: o ódio aos judeus por parte da elite alemã começa a aflorar; o "desvio" da revolução soviética face à promessa inicial; a emergência de personagens como Churchill.... 
Acho que vou gostar de ler a continuação.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Pilares da Terra II





Começamos por olhar para uma Inglaterra divida pela guerra.
Kingsbridge consegue manter-se afastada dos seus efeitos contribuindo para isso o bulício gerado em torno da construção da catedral. O mercado, alimentado por todos aqueles que se deslocam a Kingsbridge gera bons lucros para desagrado de William Hamleigh que tudo faz para ditar o seu fim. Philip vê-se assim obrigado a requerer uma licença real para oficializar o mercado, sendo mais uma vez obrigado a deslocar-se à corte para poder continuar a gerar meios de financiamento para a sua catedral. Consegue junto da Rainha Matilde a referida licença, tendo que desembolsar uma avultada soma de dinheiro que não tinha.
Invertem-se os papéis e é agora Aliena quem salva Philip. Esta tornou-se numa abastada mercadora de lã e adianta o dinheiro a Philip esperando ter o retorno durante o mercado do velo. É também neste período que Aliena e Jack se aproximam e cresce entre eles um sentimento que nenhum deles vê como profundo.
William Hamleigh aparece-nos novamente em cena, envolto em toda a sua maldade invadindo a cidade, pegando fogo a toda a lã e atirando Aliena novamente para a pobreza extrema. Apesar do sentimento que nutre por Jack, Aliena não pode ficar indiferente à promessa que fez ao pai antes de este morrer e acaba por ser levada a cometer o seu maior erro: casar com Alfred.
Magoado, Jack parte e Aliena casa com Alfred, grávida de Jack. Com a morte de Tom durante o incêndio, Alfred assume o lugar de mestre-de-obras e termina o tecto da catedral em pedra, alterando o projecto original, apenas para o ver ruir e matar várias pessoas no dia da inauguração. Nesse mesmo dia, Aliena dá à luz o filho de Jack e Alfred expulsa-a de casa. Aliena decide assim procurar Jack, percorrendo meia cristandade para tentar recuperar o tempo perdido. Jack regressa com ela a Kingsbridge e convence Philip a deixá-lo aplicar na construção da sua catedral as técnicas novas que aprendeu, dando-lhe um novo alento.
A fome e a guerra continuam em cena e os acontecimentos vão desenrolando-se motivados pela ambição dos suspeitos do costume: Waleran, Alfred e William.
O país é entretanto invadido por Henrique, filho da Rainha Matilde e todas as terras e condados são devolvidos aos anteriores proprietários. Aliena e o irmão fazem por recuperar finalmente o condado que antes lhe pertencera.
O pano não cai ainda, e numa derradeira tentativa de reaver algum respeito, William é nomeado Xerife de Shiring que tenta prender Richard quando este defende Aliena de Alfred e é acusado de assassínio. Acaba por ser desterrado para a Terra Santa, da qual nunca voltaria, ficando Aliena no lugar do conde.
Os vilões caiem em desgraça no final desta história quando conspiram e assassinam Thomas Becket, transformando-o num mártir e santo.

Os Pilares da Terra I






A narrativa passa-se na Inglaterra do século XII. Seguimos de perto a Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras que acalenta o desejo de construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime e capaz de tocar os céus. Perseguindo esse sonho, embarcamos com ele e a sua família numa viagem perigosa. A caminhada é longa e várias personagens cruzam o nosso caminho. Inevitavelmente o destino de cada uma delas entrelaça-se com o seu de uma forma misteriosa e surpreendente, como mais tarde iremos perceber.
Encontramos um colorido mosaico de personagens: além de Tom Pedreiro, o singular Prior Philip, que com a sua astúcia consegue frustrar os planos ambiciosos de Henry e Waleran, ambos sedentos de poder; Aliena e Richard caídos em desgraça depois de o pai ser preso e a Família Hamleigh que não olha a meios para se fazer respeitar.
Diz quem sabe que o estilo inconfundível de mestre do suspense está bem patente no desenrolar desta história épica, tecida de intrigas, aventuras e lutas políticas. Assistimos à descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição.
Penso que a primeira parte do livro prepara-nos para o que está para vir. Tudo gira à volta de um turbilhão de sentimentos contraditórios: o sentido de justiça/injustiça, a crueldade com que determinados actos são praticados, a ambição e a soberba de quem não olha a meios para atingir os seus fins; a entreajuda desinteressada que move algumas das personagens e no final o que cada um vai colher com os seus feitos.



> (revisto depois de ler Os Pilares da Terra – Vol. II)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olha... andamos ambos a ler Ken Follet :)
Tu mais rápido que eu.
Um excelente escritor, que sabe prender o leitor e aguçar-lhe a curiosidade.

sábado, 5 de março de 2011

Enquanto leio...

"A Queda dos Gigantes", embora com leitura lenta, é um livro altamente recomendável. 
O início do século XX, a sociedade, os sindicatos, a elite, as relações entre uns e outros, algum romance, tudo numa escrita clara, cativante.
Um romance histórico denso e empolgante.
Ken Follet recomenda-se.