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segunda-feira, 1 de março de 2010

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marginália e as suas leituras de Verão

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Fui de férias com:

e assisti ao drama de uma mãe que vê o filho partir, ao drama de quem vê subitamente o seu mundo acabar.
O livro relata-nos uma bonita história de amor entre dois amigos, uma leitura comovente e ao mesmo tempo envolvente. Coloca-nos em cena e imediatamente sentimos que a história nos pergunta: "arriscaria tudo por amor?"
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Partilho aqui um trecho que li com duplo deleite:
«Quero que saibas que estou bem.
Sim, tu.
Agora que ouviste a minha história, podes pensar que ainda estou naquele lugar cheio de dor e tristeza, mas não estou, a sério. Por favor, não te preocupes comigo. (...)
Vivemos numa vila perto de Braga, em Portugal, e dou aulas privadas de Inglês, de preparação para os exames. Sei que algumas pessoas na vila me descrevem como a inglesa preta de sorriso grande e olhos tristes.
Por isso, como vês, posso sorrir novamente.»
(a descrição é bem ao estilo português!)
Estou agora em posição de dizer: não há nenhum como o primeiro e, de entre os três, o que mais me fascinou foi "a filha da minha melhor amiga".
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Há depois livros que temos o prazer de ler porque o acaso assim quis. Foi o que aconteceu com "O Segredo da Bastarda".

O tempo tardava em passar e enquanto não chegava a hora de apanhar o comboio rumo ao interior quente e a umas merecidas férias, passei numa tenda que por acaso tinha livros e que, por acaso também, tive vontade de trazer todos. Nunca um espaço tão reduzido concentrou tantos títulos interessantes e a verdadeiro preço de Feira.
Sobre o livro:
"Cristina Norton brinda-nos com um romance histórico notável, onde o rigor convive com um humor e uma legibilidade capazes de prender o leitor até à última página." Concordo. A forma como nos dá a conhecer um pouco da nossa história é de mestre, sem maçar consegue cativar-nos da primeira à última página e verdade seja dita, as aparições da madrinha de baptismo de Eugénia são verdadeiramente hilariantes.
Sobre a história:
Eugénia Maria viaja com a filha Isabel, vítima de tuberculose para a ilha da Madeira em busca de alguma esperança para a condição da filha que a cada dia parece mais fraca e sem sinais de melhoras. Para a animar, a mãe resolve contar-lhe o segredo da sua paternidade.
Toma-nos pela mão e conduz-nos através da corte de D. João VI, que sua mãe - Eugénia de Menezes, conhecia bem na qualidade de aia da princesa Carlota Joaquina.
Assistimos às suas paixões e à sua obediência cega a Deus e à coroa. E como em prol desta é obrigada a abandonar o Paço e a viver em conventos, escondendo a sua desgraça.
O sofrimento da mãe chega finalmente ao fim através da redenção divina que vem apaziguar um coração dilacerado pela tristeza e pela perda do amor paternal que tanta falta lhe fazia.
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Há livros que vêm parar às nossas mãos porque ELES decidiram que já era tempo.
A sua leitura surpreende-nos por não estarmos à espera da riqueza de palavras, o que os torna ainda mais especiais...
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Voltei com "O Padrinho" de Mário Puzo, mais um feliz achado. Mais impressões? Talvez nos próximos dias.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dorothy Koomson (parte II)

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Há livros assim...livros que deixam um sabor estranho na boca...aquele sabor que muitos conhecem tão bem! O característico "sabe a pouco"...mas ao contrário.
Passo a explicar: não é o que o livro tenha ficado aquém das expectativas, não, simplesmente quero mais e não consigo parar de consumir. Inexplicavelmente, passei a devorar todos os livros de Dorothy Koomson.
O fenómeno não é novo, mas não com esta dimensão.
Começou com Robert James Waller e As Pontes de Madison County. Comprei em seguida Valsa Lenta em Cedar Bend com o intuito de repetir as sensações experimentadas anteriormente mas... sem sucesso. Há livros assim. Não que sejam excepcionais. Simplesmente têm algo que os torna especiais, que nos marcam para sempre. Ainda não encontrei outra história de amor tão encantadora quanto a vivida por Robert L. Kincaid e Francesca Johnson em As Pontes de Madison County, o que faz deste livro único.

Isto tudo para dizer que não consegui resistir e acabei de adquirir o último livro de Dorothy Koomson - Bons sonhos, meu amor.
E esta palavra – último – confesso que me provoca calafrios. Significa que quando chegar à página 445 deste livro, segue-se uma página em branco e a seguir a esta não há mais nada, literalmente. E por instantes quase desejo que Dorothy Koomson se convertesse numa Margarida Rebelo Pinto, porque à velocidade com que esta edita um livro não teria de estar muito tempo à espera para voltar a 'consumir'...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dorothy Koomson

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Hoje vou fazer uma coisa diferente, não vou falar da história dos livros mas apresentar a autora dos mesmos. Das obras editadas por esta romancista, tive o prazer de ler:
"A filha da Minha Melhor Amiga" (cuja leitura deixou um bichinho difícil de calar) e "Pedaços de Ternura" que acabei de ler há dias.
Mas e sem mais demoras apresento Dorothy Koomson:

«Olá! O meu nome é Dorothy Koomson e vou tentar tornar este texto sobre mim o mais interessante possível. Escrevi o meu primeiro romance aos 13 anos, que se chamava There's A Thin Line Between Love And Hate. Costumava escrever um capítulo todas as noites, que depois circulava entre as minhas colegas de escola, todas as manhãs. E elas adoravam! Cresci em Londres e depois voltei a crescer em Leeds, quando ingressei na faculdade. Mais tarde acabei por regressar a Londres, para fazer o mestrado, e fiquei por lá durante alguns anos. Passei por alguns empregos temporários, até conseguir a minha grande oportunidade no mundo da escrita, escrevendo, editando e substituindo colegas em várias redacções de publicações femininas e de jornais nacionais. Contar histórias e escrever ficção são uma ENORME paixão na minha vida, pelo que fui aproveitando cada segundo do meu tempo para escrever contos e romances. Em 2001 tive a ideia que inspirou o "The Cupid Effect", e assim começou a minha carreira de romancista. E tem sido espectacular! Em 2006, foi publicado o meu terceiro romance, "A Filha da Minha Melhor Amiga" – que teve um sucesso imenso, vendendo quase 90 mil exemplares no Reino Unido, só nas primeiras semanas. Seis semanas depois, o livro foi seleccionado para o Richard & Judy Summer Reads Book Club e as vendas do livro aumentaram para mais de meio milhão de exemplares. E pronto, lá estou eu a fazer asneira outra vez. Isto devia ser sobre mim e não sobre os meus romances… OK, voltemos à minha pessoa/a mim! Vivi dois anos em Sidney, na Austrália, e agora estou de volta a Inglaterra. Mas não sei dizer por quanto tempo ficarei no Reino Unido, porque me parece que fui mordida pelo bichinho das viagens…» (in Wook)
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Se tiverem oportunidade de ler os seus livros poderão verificar um pouco do seu percurso de vida através dos lugares que cita, do emprego que a protagonista tem e das particularidades da sua fisionomia.
Não vou revelar detalhes, porque simplesmente não consigo encontrar palavras que possam definir a profundidade e sensibilidade com que Dorothy Koomson conta a história de Kamryn Matika e Adele Brannon ("A filha da Minha Melhor Amiga") e ainda de Kendra Tamale ("Pedaços de Ternura"). É quase penoso parar de ler, mas e porque temos de o fazer, o nosso pensamento fica inebriado, suspenso entre cada página, até que possamos retomar a leitura.