Ideias simples, bons resultados.
Um livro cabe em qualquer canto. Assim haja uma página em branco, pronta a ser escrita.
O último romance que li dele - "A hora má: o veneno da madrugada" - anda à volta de uma pequena localidade, na qual quase todas as noites são afixados pasquins nas paredes, e nos quais se materializam todos os boatos que vão correndo à boca pequena, e que na prática já todos conhecem. Mas ninguém sabe quem é o autor dos pasquins, e o objectivo é prendê-lo.
“Entre o Céu e a Montanha” é o primeiro romance de Will North, um americano que escreve sob pseudónimo.Este romance relata a história de Fiona, proprietária de uma estalagem na Irlanda, cujo marido está doente, e de Alec, um americano que viaja até às montanhas irlandesas para espalhar as cinzas da sua falecida mulher. Entre ambos vai estabelecer-se uma profunda relação de amizade, amor e cumplicidade.
A história de Fiona e Alec tem qualquer coisa de “As Pontes de Madison County”, embora com menor carga emocional que o tórrido romance entre Robert Kincaid e Francesca.
No fundo trata-se do encontro de duas almas gémeas, já após uma vida feita ao lado de outras pessoas. Mas, apesar da idade de ambos, o amor ainda é possível, e, como diz Fiona no fim do livro, “temos o resto das nossas vidas.”
“Ninguém Escreve ao Coronel” pode dizer-se que é um conto grande, no qual já se começam a ver as linhas da obra que lhe havia de dar o Nobel em 1982: Macondo e o coronel Aureliano Buendia, que marcam “Cem Anos de Solidão”, já aparecem neste romance de 1957.Este pequeno romance anda à volta de um casal de velhotes cujo filho foi assassinado devido à luta de galos, e que recebem como herança do malogrado filho um galo de combate. Os velhotes, sem recursos para comer, ainda têm de alimentar o galo...
Para além disso, “num estilo puro e transparente, com uma economia expressiva excepcional que marcava já o seu futuro como escritor, García Márquez narra com brilho inaudito a história de uma injustiça e violência: um pobre coronel reformado vai ao porto esperar, todas as sextas-feiras, a chegada de uma carta oficial que responda à justa reclamação dos seus direitos por serviços prestados à pátria. Mas a pátria permanece muda.” (D. Quixote).
Durante as férias andei a ler um novo autor para mim: Domingos Amaral, com Já Ninguém Morre de Amor.
“Neste romance, Coetzee oferece-nos uma profunda meditação sobre o que faz de nós humanos e o que significa envelhecer, reflectindo no modo como vivemos as nossas vidas.Como todas as grandes obras literárias, O Homem Lento levanta questões mas raramente oferece respostas. Em consequência de um acidente, Paul Rayment altera a perspectiva que tem da vida e começa a dedicar-se ao género de preocupações universais que nos definem a todos: O que significa fazer o bem? O que é que nas nossas vidas é, em última análise, significativo? É mais importante que alguém nos ame ou que alguém se interesse por nós? Como definimos o local a que chamamos «casa»?
Na sua voz lúcida e firme, Coetzee debate-se com estas problemáticas.
O resultado é uma história profundamente comovedora, sobre o amor e a mortalidade, que deslumbra o leitor em cada página.”