domingo, 9 de maio de 2010

"Leilão organizado pela Livraria Manuel Ferreira, a realizar no Porto, entre os dias 20 a 29 de Maio de 2010, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, pelas 21 horas.

Esta é a terceira e última parte do leilão da biblioteca, pertencente ao distinto bibliófilo Dr. Laureano Barros, um dos mais importantes leilões de livros efectuados em Portugal nas últimas décadas."

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Muitos livros, muitos mundos

Ir à feira do livro é partir numa viagem de múltiplos destinos, cheia de cores, tamanhos, letras....













terça-feira, 27 de abril de 2010

Livros com garantia

"E se comprasse um livro, o lesse e pudesse devolver apenas porque não gostou? Pode aparecer-lhe impossível, mas com a campanha «Livros com Garantia», da Editorial Presença ,já o pode fazer.

A livraria oferece a possibilidade aos leitores que comprem livros através do site da editora, de lhes ser devolvido o dinheiro ou acumularem crédito em conta-cliente, se não gostarem do livro." (IOL Diário)



Pensem na praia, no sol e no prazer de ler e adquirir bons livros a preço de Feira.
Tudo isto, em Cascais até dia 2 de Maio, no Jardim Visconde da Luz.
Apareçam que vale a pena!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

O Poder do Agora

Ler este pequeno livro transporta-nos para uma outra perspectiva de abordagem da vida, do dia-a-dia.
Sou incapaz de fazer uma espécie de resumo deste livro de Eckhart Tolle. É muito profundo, muito complexo. Daqui a alguns anos tenho de voltar a ele.
De qualquer forma, houve uma coisa que me chamou a atenção, por assim dizer. Frequentemente andamos a falar sozinhos na nossa cabeça: a nossa mente diz o que deveríamos ter dito na situação A, ou o que vamos dizer na situação B, ou o que pensamos fazer no caso X. Ouvimos a nossa mente permanente a falar. Nunca se cala com as suas certezas. E, assim, não nos permite centrar em nós, no Agora. Mas é possível calá-la. Basta que nos imaginemos como um observador da mente, um outro a olhar para ela. Às tantas, estamos a sorrir do que a nossa mente diz. Muitos disparates, muito ruído, muitas divagações vãs. Quase sem darmos por isso, a mente cala-se quando é observada de fora. Fica serena. Apaga-se. E conseguimos centrar-nos em nós. Aqui e agora.
Já fiz este exercício várias vezes e funciona.

Deixo algumas frases em jeito de convite/sugestão de leitura:

- "Nunca nada aconteceu no passado; acontece no Agora. Nunca nada acontecerá no futuro; acontece no Agora."
- "distinguir entre a sua vida e a sua situação de vida."
- "Submeta-se àquilo que é. Diga "sim" à vida - e verá como de repente a vida começará a trabalhar para si em vez de contra si."

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Leitura da Aura

Embora este blogue esteja vocacionado para a leitura de livros, por que não ser um pouco heterodoxo?
As pessoas, qualquer um de nós, contém informações. Há até aquela expressão "ser um livro aberto"... vai daí, sugiro esta interessante entrevista da Susana Belo, na TSF, na qual aborda a leitura da aura, o reiki, as terapias alternativas... no fundo, as pessoas.
A Susana tem alguns blogues:
- Pensamentos de Borboleta
- Caminhos para a Paz

quinta-feira, 8 de abril de 2010

...últimas

A book.it apresenta-se no mercado como a primeira insígnia de retalho especializado em Portugal a colocar num só espaço três conceitos de negócio: livraria, papelaria e tabaco. Um ponto de referência cultural, pela variedade de livros e revistas e pela possibilidade de encomenda de outros títulos, dificilmente disponíveis no mercado local.*

A sua oferta distribui-se por uma área de venda média de 300 m2 localizando-se preferencialmente em centros comerciais e revestindo-se de um cariz jovem, informal, com uma segmentação clara e de fácil assimilação pelo cliente.







* o sublinhado é meu. Artigo aqui

domingo, 28 de março de 2010

Alice no País das Maravilhas

Apenas uma palavra para descrever este livro de Lewis Carroll: mirabolante!
A história (sonho?) de Alice acontece tão rapidamente, que é frequente perdermos o fio à meada. Mudam os cenários, as personagens, tudo, a uma velocidade estonteante. Basta distrairmo-nos um pouco, e já perdemos um pormenor que nos fará falta mais à frente.

Uma história desconcertante, com rasgos inesperados, com humor, com apartes.

Transcrevo uma das partes mais conhecidas:

"(...) pensou Alice, e continuou a falar: - Diga-me, por favor, a partir daqui, que caminho devo seguir?
- Isso depende bastante do sítio onde queres ir, respondeu o Gato.

- Pouco me importa onde - disse Alice.

- Então não tem importância para que lado vais - disse o Gato.

- Contando que vá dar a qualquer parte - acrescentou Alice, explicando-se melhor.

- Ah, isso é que vais, de certeza - disse o Gato - , se andares o suficiente...
Alice achou que contra isso não havia nada a dizer: tentou, pois, fazer-lhe outra pergunta:

- Que género de pessoas vivem por aqui?
- Naquela direcção - disse o Gato, apontando com a pata direita - vive o Chapeleiro e além - e apontava com a outra pata - vive a Lebre de Março. Podes visitar qualquer deles; são ambos malucos.
- Mas eu não quero andar no meio de gente maluca - observou Alice.
- Oh, não podes evitá-lo - disse o Gato -, nós aqui somos todos malucos. Eu sou maluco. Tu és maluca."


E por vezes é difícil ultrapassar a furiosa Rainha, permanentemente a gritar: "cortem-lhe a cabeça!"...
Mas o leque de personagens fantásticas é fabuloso: o Coelho Branco, o Gato de Cheshire, o Rei, a Rainha, a Lagarta Azul, as cartas que têm vida, o Chapeleiro, a Duquesa... É todo um desfile de cores e imaginação.

sábado, 27 de março de 2010

As Oito Dádivas Eternas da Vida

“Mas o que significa satisfação pessoal, afinal de contas? Satisfação pessoal significa sentirmo-nos bem com aquilo que temos e com o que somos. Contudo, a satisfação pessoal não pode ser alcançada sem harmonia. Como é que podemos alcançar a satisfação e a harmonia interior?”

"As Oito Dádivas Eternas da Vida", de Paulo Carvalho, é um livro muito interessante, prático e útil no sentido de eliminarmos a ansiedade em que estamos mergulhados diariamente. Quando passamos a olhar o dia-a-dia, as coisas, de uma forma menos cristalizada, ganhamos uma liberdade, uma leveza, que muda a nossa vida. Sentimo-nos libertos, renascidos, abertos às inúmeras possibilidades da Vida. Começamos a sentir a harmonia naturalmente no nosso interior. Porque é aí a sua fonte natural, não qualquer factor externo a cada um de nós, seja na relação com os outros, no trabalho, as coisas que obtemos. “A harmonia é algo interior”.

Sucintamente, as dádivas são as seguintes:

- a dádiva da escolha
“não importa qual seja a nossa situação, temos sempre uma quantidade ilimitada de alternativas na vida.” Não acreditamos nisto, quando o lemos assim. No entanto, “o verdadeiro problema nunca é a nossa falta de escolhas – é a nossa falta de coragem”.

- a dádiva do prazer
Neste ponto é importante distinguir prazer de felicidade. “Para se sentir feliz, deverá envolver-se em actividades que o façam crescer por dentro.”
“De cada vez que temos a coragem de dizer ou fazer o que realmente queremos, aprendemos e desenvolvemo-nos. Todas as vezes que não o fazemos, murchamos e morremos um pouco”.
O maior prazer é sempre a auto-realização, o sermos nós mesmos. Sem medos. “A vida foi-lhe dada para retirar prazer dela. Abandone os seus medos e desculpas e exija o seu quinhão”.

- a dádiva de dar
“Não esqueça: não obtém o que deseja, obtém aquilo que der. Portanto, se quer mais, dê mais”. Dar não apenas coisas, mas atenção, respeito. Mesmo àqueles que nos prejudicaram. É difícil. Mas… “perdoar significa ter autoconfiança suficiente para continuar com as nossas vidas, em vez de utilizar continuamente os maus comportamentos dos outros para nos justificarmos.” Assim, “libertamos os outros e a nós próprios do ódio e da mágoa”.

- a dádiva do aqui e agora
Antes de mais, é preciso aprender a viver no presente. Mas é muito mais do que isso.
Este capítulo é absolutamente inspirador. E foram poucas as linhas que não sublinhei no livro.
“Pare com a sua busca da felicidade. Nunca a encontrará até deixar de procurar. A tragédia de procurar a felicidade é que ela se nos escapa precisamente porque a procuramos. Uma pessoa precisa de procurar o seu nariz? Portanto, pare! De cada vez que procura a felicidade, está a penas a distanciar-se dela”.
“A história dos seus dias é a história da sua vida. Um dia de cada vez é tudo o que alguma vez terá.”
Citando Maya Angelou: “se não gostar de alguma coisa, modifique-a. Se não pode modificá-la, mude a sua atitude. Não se queixe”.

- a dádiva do amor
“Há muitas e diferentes espécies de amor assim como há diferentes tipos de pessoas.” O amor é uma forma de energia, portanto só é saudável se fluir. “O amor precisa de fluir como a água na natureza para se tornar poderoso. Sem este fluir, a força do amor é limitada, frágil.”
“O amor é uma manifestação de liberdade. (…) Antes de podermos amar, temos de aprender a sentirmo-nos felizes connosco próprios.”

- a dádiva da morte
Não devemos temer a morte, precisamente por ser uma inevitabilidade, e preocuparmo-nos com isso provoca um “inútil e desconfortável sentimento de antecipação e impotência”.
O nosso corpo é um instrumento para realizarmos milhares de coisas diferentes. “A morte foi intencionalmente concebida para nos proteger. (…) A morte física é uma libertação da dor”.

- a dádiva da dor
“A dor é um sistema de alarme excepcional, uma sirene que nos diz quando algo está errado.” Simultaneamente, a dor tem o papel de ensinar-nos. Todos cometemos erros, e como tal devemos aprender com eles.
“A dor nunca é a causa dos nossos problemas, é apenas a consequência”. “A dor emocional é frequentemente apenas o resultados de um modo ineficaz de pensar.”

- a dádiva da compreensão
Cada pessoa é única e tem o seu próprio caminho, daí não devermos julgar ninguém. Devemos tentar compreender cada um, e a própria vida. “A vida não tem um sentido próprio. O sentido da vida vem de nós e das nossas escolhas.” “Os acontecimentos não têm nenhum significado independente. O seu sentido depende sempre da nossa perspectiva e dos nossos objectivos.” Portanto, para a vida ter mais significado, devemos criar objectivos significativos.

Para finalizar, “a sua derradeira finalidade na vida não é conseguir concretizar certos objectivos; a sua derradeira finalidade é conseguir ser feliz e crescer interiormente.”
Tudo o que pensamos determina a nossa acção e a nossa emoção. Portanto, para ser feliz, é necessário ser livre, abrir-se às possibilidades, fluir.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Domingo há poesia

No próximo domingo chega a Primavera.
É também o Dia Mundial da Poesia.
No CCB haverá poesia: "um programa intenso, ao longo do dia, que se inicia, a partir das 11 horas, com a Feira do Livro de Poesia; o indispensável espaço para os espontâneos Diga lá um Poema; e um conjunto de oficinas e actividades que a Fábrica das Artes organiza para todas as idades." (ver programação aqui).

A Fnac também assinala o dia.

Para saborear ainda mais as leituras, o jornal I sugere os melhores sítios para ler fora de casa.
Eu, por mim, voto nos jardins da Gulbenkian.

E há sempre a possibilidade de esquecer pedaços de vida dentro dos livros. É essa a exposição patente em Vila Real: "coisas que aparecem no meio dos livros".

terça-feira, 9 de março de 2010

A próxima vez



Um quadro,
Uma busca,
Um amor que se renova através do tempo,
Um casamento...

Peter recebe um e-mail de Londres, que partilha de imediato com Jonathan, com a indicação de que um coleccionaddor coloca em exposição cinco telas, todas elas da autoria de um certo Vladimir Radskin.

Embora esteja a quatro semanas do seu casamento, Jonathan não pensa duas vezes e ruma a Londres com esperança de que A Jovem de Vestido Vermelho esteja entre eles.
Aí conhece Clara e de imediato nasce entre eles uma cumplicidade estranha, como se se conhecessem de antes, mas sem saberem ambos de onde.
Os quadros vão chegando à galeria e Jonathan espera ansiosamente pelo último - a espera de uma vida. Mas quando este lhe é finalmente revelado, depressa se apercebe que o mesmo não está assinado. Reconhece-lhe a técnica, as cores, os padrões, mas como provar ao mundo que aquele quadro é a obra desaparecida de Vladimir Radskin?
Jonathan utiliza todos os meios ao seu alcance para o conseguir, mas é Peter quem consegue descortinar a história que o quadro encerra.
Provada que fica a autoria do quadro, Jonathan entregua-se ao amor que o une a Clara, um amor de sempre e para sempre...

segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Profecia Celestina

“Um livro que surge uma vez na vida para mudar a vida para sempre”
É assim, logo na capa, que se apresenta este livro de James Redfield. A história trata de uma profecia revelada a vários tempos. Ao todo, aqui vão sendo desvendadas nove revelações, como se fossem etapas da vida. Não apenas da vida de uma pessoa concreta, mas também como etapas da humanidade.
Um manuscrito encontrado no Peru está na base de uma série de acontecimentos, de “coincidências significativas”, na vida das personagens. Inesperadamente o narrador toma conhecimento da Primeira Revelação numa conversa de café com uma amiga, e parte para o Peru. As coincidências começam a encaixar, a formar um puzzle… “a Primeira Revelação acontece quando tomamos consciência das coincidências que ocorrem na nossa vida”.
A história vai-se desenrolando, alinhando aparentes acasos, e página após página as revelações vão surgindo. Entre encontros inesperados, perseguições, fugas, momentos de êxtase… No Peru há quem não queira que o conteúdo do manuscrito seja revelado e faça tudo para evitar que as peças se juntem: o governo e a Igreja. Ambos temem que a divulgação do conteúdo das revelações ponha em causa o seu poder e autoridade.

Este é um livro ao qual se pode aplicar o slogan de Pessoa para a Coca Cola: primeiro estranha-se, depois entranha-se…
Aos poucos o enredo começa a absorver-nos. As revelações começam a fazer sentido, a encaixar. A curiosidade aumenta e queremos saber mais de cada revelação, queremos aprofundar o seu conteúdo. Nessa vertente, o livro sabe a pouco. No entanto, a cada página é como se desvendássemos um pouco do segredo. Não apenas em relação à história do livro, mas sobre a nossa vida, a nossa realidade e interacção com os outros. Abrimos portas, passamos a ver o mundo – o nosso mundo, o nosso dia-a-dia – com outros olhos. Nesse aspecto é um livro absolutamente enriquecedor.

“A Profecia Celestina não é apenas a história de uma aventura e de uma descoberta; é, sobretudo, um guia com o poder de reinventar as nossas percepções existenciais e de nos conduzir em direcção ao futuro com renovado optimismo e energia”.

E tudo é energia e interacção…
E é preciso estar a tento às coincidências significativas do dia-a-dia… Nada acontece por acaso.
“Quando alguém se cruza no nosso caminho, traz sempre uma mensagem para nós. Encontros fortuitos são coisa que não existe. Mas o modo como respondemos a esses encontros determina se estamos à atura de recebermos a mensagem.”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


"Saber ler é acender uma luz no espírito"


Pearl Buck

Livros e mais livros

"A Book.it, uma marca da Sonae Distribuição que reúne no mesmo espaço livraria, papelaria, publicações e serviços, terá este ano 14 novas lojas em todo o país, que vêm juntar-se às 14 já existentes.
(...)
A ideia é chegar ao público que não vive nos grandes centros urbanos e, de acordo com os estudos de mercado feitos pela Sonae, o público-alvo deste conceito de loja tem idade entre os 30 e os 39 anos, é maioritariamente feminino e vai à loja, em média, quatro vezes por mês." (jornal I)


E para os mais tecnológicos...

"Os e-books só representam 5% do mercado livreiro, mas as campanhas das editoras são cada vez mais agressivas. E vem aí o iTablet" (jornal I)

domingo, 17 de janeiro de 2010

No teu deserto

Miguel Sousa Tavares classifica-o como "quase romance".

Este é um livro sobre uma viagem no deserto.
Um livro sobre o silêncio.
Sobre duas pessoas que não se conheciam.
Um homem de 36 anos e uma mulher de 21.
Este livro é uma declaração de amor.
Um amor desencontrado. Um amor em tempos diferentes. Um amor que não foi possível.

Duas frases:
" - Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio." (p. 97)
"Eis porque já não há ninguém para a travessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão." (p. 119)