Oswaldo Montenegro
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Metade
Oswaldo Montenegro
Às páginas tantas...
Os "malabaristas das palavras" estão em falta, é um facto.
O Natal não deixa grande tempo para cá vir.
O frio gela os dedos. Os olhos fecham-se aconchegados no calor dos lençóis.
Pela minha parte, anuncio ali ao lado a leitura de um livro que ficou pelo caminho. Entretanto, já li outros dois, e vou a caminho de um terceiro.
O "Dissolução" continua sobre a mesa à espera de melhores dias.
E tu, Marginália?
O Natal não deixa grande tempo para cá vir.
O frio gela os dedos. Os olhos fecham-se aconchegados no calor dos lençóis.
Pela minha parte, anuncio ali ao lado a leitura de um livro que ficou pelo caminho. Entretanto, já li outros dois, e vou a caminho de um terceiro.
O "Dissolução" continua sobre a mesa à espera de melhores dias.
E tu, Marginália?
Leilão na Livraria Manuel Ferreira - Porto
Através do mail recebido (o nosso primeiro!), publicitamos este evento:
"Em documento anexo, enviamos informação relevante sobre o próximo Leilão organizado pela Livraria Manuel Ferreira, a realizar no Porto, entre os dias 21 a 23 e 27 a 30 de Janeiro, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, pelas 21 horas
Esta é a segunda parte do leilão da biblioteca, pertencente ao distinto bibliófilo Dr. Laureano Barros, uma das mais valiosas bibliotecas particulares do século XX. Este Leilão dividido em 3 partes, teve a sua primeira parte em Maio de 2009 e a terceira parte ainda com data a anunciar.
Informamos ainda que se encontra disponível o respectivo catálogo para consulta em http://www.livrariaferreira.pt
Para mais informações e disponível para qualquer esclarecimento adicional,
António Mário Costa
Pela Livraria Manuel Ferreira
R. Dr. Alves da Veiga, 89
4000 - 073 Porto
Tlf: 91 0532669 / 22 5363237
Fax: 22 5364406
mario.costa@livrariaferreira.pt
"Em documento anexo, enviamos informação relevante sobre o próximo Leilão organizado pela Livraria Manuel Ferreira, a realizar no Porto, entre os dias 21 a 23 e 27 a 30 de Janeiro, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, pelas 21 horas
Esta é a segunda parte do leilão da biblioteca, pertencente ao distinto bibliófilo Dr. Laureano Barros, uma das mais valiosas bibliotecas particulares do século XX. Este Leilão dividido em 3 partes, teve a sua primeira parte em Maio de 2009 e a terceira parte ainda com data a anunciar.
Informamos ainda que se encontra disponível o respectivo catálogo para consulta em http://www.livrariaferreira.pt
Para mais informações e disponível para qualquer esclarecimento adicional,
António Mário Costa
Pela Livraria Manuel Ferreira
R. Dr. Alves da Veiga, 89
4000 - 073 Porto
Tlf: 91 0532669 / 22 5363237
Fax: 22 5364406
mario.costa@livrariaferreira.pt
domingo, 6 de dezembro de 2009
P: Quanto a si, é mais provável que trabalhe com livros; tem uma biblioteca de 30 mil volumes. Provavelmente não funciona sem uma lista ou catálogo.
R: Receio bem que, nesta altura, já sejam 50 mil livros. Quando a minha secretária os quis catalogar, pedi-lhe que não o fizesse. Os meus interesses mudam constantemente, tal como a minha biblioteca. A propósito, se os nossos interesses mudarem constantemente, a nossa biblioteca dirá algo de diferente sobre nós. Além disso, mesmo sem um catálogo, vejo-me forçado a lembrar-me dos meus livros. Tenho uma sala para literatura com 70 metros de comprimento. Percorro-a várias vezes por dia e sinto-me bem quando o faço. Cultura não é saber quando morreu Napoleão. Cultura significa saber como vou descobrir isso em dois minutos. Claro que, hoje em dia, posso encontrar esse tipo de informação na internet em menos de um ai. Mas, como disse, com a internet nunca se sabe.
Umberto Eco em entrevista ao jornal I.
R: Receio bem que, nesta altura, já sejam 50 mil livros. Quando a minha secretária os quis catalogar, pedi-lhe que não o fizesse. Os meus interesses mudam constantemente, tal como a minha biblioteca. A propósito, se os nossos interesses mudarem constantemente, a nossa biblioteca dirá algo de diferente sobre nós. Além disso, mesmo sem um catálogo, vejo-me forçado a lembrar-me dos meus livros. Tenho uma sala para literatura com 70 metros de comprimento. Percorro-a várias vezes por dia e sinto-me bem quando o faço. Cultura não é saber quando morreu Napoleão. Cultura significa saber como vou descobrir isso em dois minutos. Claro que, hoje em dia, posso encontrar esse tipo de informação na internet em menos de um ai. Mas, como disse, com a internet nunca se sabe.
Umberto Eco em entrevista ao jornal I.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Em 2010...
No próximo ano, o clássico "Alice no País das Maravilhas" chega ao cinema pela mão do genial Tim Burton.
O camaleónico Johnny Depp faz parte das personagens...
"Retrato de Tim Burton enquanto surrealista pop" aqui.sexta-feira, 27 de novembro de 2009
"Editora Bubok publica 450 livros online nos primeiros cinco meses em Portugal" (Jornal I)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Biblioterapia
"Tem um serviço de consultas médicas de biblioterapia, nas quais o paciente leva para casa uma prescrição de livros apropriados à sua maleita espiritual" (jornal I)
Trata-se de uma consulta fora do normal. "As médicas são uma escritora e uma licenciada em Literatura Inglesa, os doentes falam do tipo de livros de que pensam que precisam e também das suas vidas banais e no final a prescrição de dez livros para animar a alma é enviada para casa por email no belo formato de receita".
Trata-se de uma consulta fora do normal. "As médicas são uma escritora e uma licenciada em Literatura Inglesa, os doentes falam do tipo de livros de que pensam que precisam e também das suas vidas banais e no final a prescrição de dez livros para animar a alma é enviada para casa por email no belo formato de receita".
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Isabel Allende


"Por que escrevo? Porque estou cheia de histórias que pedem para ser contadas, porque as palavras me sufocam, porque gosto e necessito, porque, se não escrevo, seca-se-me a alma e morro."
Essa é afinal a essência de um escritor.
Estranhamente, o primeiro livro que li de Isabel Allende foi "Filha da Fortuna" e fiquei completamente rendida à forma como escreve. Conta a história do personagem com a fluidez de quem recorda tempos áureos e imediatamente transporta-nos para o meio da acção. Descreve acontecimentos como quem renova lembranças, sem pressa de revelar tudo e, com pormenores, vai aguçando a nossa curiosidade.
ADOREI o livro e o bichinho ficou, pedindo mais histórias.
E foi quando resolvi conhecer a história de Aurora del Valle. A sua infância intermitente. A sua insistência em desvendar alguns dos mistérios que envolvem os primeiros anos da sua vida. Os fantasmas que sempre a visitam durante a noite.
Assim ficamos a conhecer a portentosa e ambiciosa avó, Paulina del Valle, que acolhe Aurora, que cresce num ambiente privilegiado para o tempo.
Aurora desenvolve um interesse precoce pela fotografia e é com puro deleite que absorvemos cada imagem, cada um dos sábios enunciados de Juan Ribero, o seu mestre. Amanda Lowell, a única que a levou a sério, dizia-lhe: «Uma boa fotografia conta uma história, revela um lugar, um acontecimento, um estado de espírito, é mais poderosa que páginas e páginas de escrita».
Assim ficamos a conhecer a portentosa e ambiciosa avó, Paulina del Valle, que acolhe Aurora, que cresce num ambiente privilegiado para o tempo.
Aurora desenvolve um interesse precoce pela fotografia e é com puro deleite que absorvemos cada imagem, cada um dos sábios enunciados de Juan Ribero, o seu mestre. Amanda Lowell, a única que a levou a sério, dizia-lhe: «Uma boa fotografia conta uma história, revela um lugar, um acontecimento, um estado de espírito, é mais poderosa que páginas e páginas de escrita».
Em "Retrato a Sépia" recordamos alguns dos personagens de "Filha da Fortuna", onde a própria escritora se deixa envolver por um misto de escrita entre o histórico e a ficção, entre a memória e os segredos de família, a sua família.
Uma história que se debatia por ver a luz do dia.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Platero e Eu
Um livro pequeno, feito de pequenos episódios ocorridos com um burro e o seu dono, na Espanha do início do séc. XX.Escrito por Juan Ramón Jiménez (1881-1958), Nobel da Literatura em 1956, é um livro bucólico. Quase lembra Sancho Pança e o seu espírito pachorrento.
Publicado em 1914, trata-se de um “memorável livro em prosa poética, com elementos autobiográficos. Porque poemas em prosa são os capítulos que o compõem: prosa musical impregnada de ternura e beleza”.
Ler “Platero e Eu” é como estar debaixo de uma árvore a deliciar-nos com a brisa da tarde num dia quente de verão…
O próximo livro?
Hummm... não sei.
"Caim" já está na prateleira. A polémica sobre o livro não me dá nem retira vontade de o ler. Mas não sei se é o que me apetece ler neste momento.
De alguma forma, Marginália, passaste-me algo da tua paixão por romances históricos... e há ali um sobre Henrique VIII, a Inglaterra do séc XVI, numa altura em que se encontra dividida "entre os que são fiéis à Igreja Católica e aqueles que são leais ao rei e à nova Igreja Inglesa"... depois da tua conhecida Ana Bolena ter perdido a cabeça.
Publicado em 1914, trata-se de um “memorável livro em prosa poética, com elementos autobiográficos. Porque poemas em prosa são os capítulos que o compõem: prosa musical impregnada de ternura e beleza”.
Ler “Platero e Eu” é como estar debaixo de uma árvore a deliciar-nos com a brisa da tarde num dia quente de verão…
O próximo livro?
Hummm... não sei.
"Caim" já está na prateleira. A polémica sobre o livro não me dá nem retira vontade de o ler. Mas não sei se é o que me apetece ler neste momento.
De alguma forma, Marginália, passaste-me algo da tua paixão por romances históricos... e há ali um sobre Henrique VIII, a Inglaterra do séc XVI, numa altura em que se encontra dividida "entre os que são fiéis à Igreja Católica e aqueles que são leais ao rei e à nova Igreja Inglesa"... depois da tua conhecida Ana Bolena ter perdido a cabeça.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
As palavras de Lobo Antunes
António Lobo Antunes é para mim um escritor desconhecido.
Nunca li nenhum livro dele. Só alguns textos que publica em jornais e revistas. Aprecio alguns, noutros não consigo "entrar".
Já folheei romances dele, mas também não consegui "entrar". Lobo Antunes é para mim o que Saramago é para outros leitores. Mas gosto de muitos dos títulos que dá às suas obras: têm qualquer coisa de poético.
No entanto, as suas entrevistas têm algo que me seduz. Não sei se é aquele tom pausado, aquele aspecto de homem vestido de tristeza, metido "numa bolha de tristeza" (como refere a certa altura a propósito de doentes com quem contactava enquanto ele mesmo estava doente, no Hospital Santa Maria), a forma crua como fala, aquelas frases de uma simplicidade e beleza desconcertantes que atira para cima da mesa...
Aqui a entrevista que deu à Judite Sousa há algumas semanas.
Como há frases de Lobo Antunes que me deixam extasiado, cito duas desta entrevista:
- "As pessoas são como arco-íris. Nós nunca nos entendemos nas sete cores, mas se nos entendermos em três ou quatro já é muito bom".
- "Espero que de certo modo tenha conseguido conservar a virgindade do olhar. Se consegui isso já não é mau."
Nunca li nenhum livro dele. Só alguns textos que publica em jornais e revistas. Aprecio alguns, noutros não consigo "entrar".
Já folheei romances dele, mas também não consegui "entrar". Lobo Antunes é para mim o que Saramago é para outros leitores. Mas gosto de muitos dos títulos que dá às suas obras: têm qualquer coisa de poético.
No entanto, as suas entrevistas têm algo que me seduz. Não sei se é aquele tom pausado, aquele aspecto de homem vestido de tristeza, metido "numa bolha de tristeza" (como refere a certa altura a propósito de doentes com quem contactava enquanto ele mesmo estava doente, no Hospital Santa Maria), a forma crua como fala, aquelas frases de uma simplicidade e beleza desconcertantes que atira para cima da mesa...
Aqui a entrevista que deu à Judite Sousa há algumas semanas.
Como há frases de Lobo Antunes que me deixam extasiado, cito duas desta entrevista:
- "As pessoas são como arco-íris. Nós nunca nos entendemos nas sete cores, mas se nos entendermos em três ou quatro já é muito bom".
- "Espero que de certo modo tenha conseguido conservar a virgindade do olhar. Se consegui isso já não é mau."
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Outras leituras
O Palavras Impressas é um blogue de palavras e de impressões provocadas por LIVROS.
Tanto a MARGINÁLIA como eu somos devoradores de livros. Ambos gostamos de folhear livros, de comprar livros, de entrar noutras vidas, de deixar a imaginação viajar ao sabor de cada linha impressa numa folha branca...
Mas sabemos que há outros mundos e outras leituras para além deste espaço. Por isso, este passa a estar aberto à colaboração de todos aqueles que queiram deixar uma opinião sobre um livro que estejam a ler ou que tenham lido, uma frase que os tenha tocado de modo particular, uma simples sugestão de leitura, e muito mais...
Apenas uma condição: tem de ser sobre livros. Não importa o género literário. Mas não queremos tratados de literatura :)
As colaborações deverão ser enviadas para o mail:
Tanto a MARGINÁLIA como eu somos devoradores de livros. Ambos gostamos de folhear livros, de comprar livros, de entrar noutras vidas, de deixar a imaginação viajar ao sabor de cada linha impressa numa folha branca...
Mas sabemos que há outros mundos e outras leituras para além deste espaço. Por isso, este passa a estar aberto à colaboração de todos aqueles que queiram deixar uma opinião sobre um livro que estejam a ler ou que tenham lido, uma frase que os tenha tocado de modo particular, uma simples sugestão de leitura, e muito mais...
Apenas uma condição: tem de ser sobre livros. Não importa o género literário. Mas não queremos tratados de literatura :)
As colaborações deverão ser enviadas para o mail:
palavras.impressas@gmail.com
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Caim
Tenho uma certa aversão a livros polémicos. Não sei dizer ao certo porquê, simplesmente prefiro ler esta ou aquela obra quando já ninguém falar nela.
Talvez quando a poeira assentar pense (e REPITO talvez) em ler Caim. Saramago ainda não conseguiu arrebatar-me com a sua escrita.
Talvez quando a poeira assentar pense (e REPITO talvez) em ler Caim. Saramago ainda não conseguiu arrebatar-me com a sua escrita.
Assim,
GONIO, o espaço é todo teu.
Ou...se mais alguém quiser deixar um comentário ao livro, podemos inverter as coisas e este espaço passa a ser vosso. Teremos todo o gosto em publicar aqui a vossa opinião.
GONIO, o espaço é todo teu.
Ou...se mais alguém quiser deixar um comentário ao livro, podemos inverter as coisas e este espaço passa a ser vosso. Teremos todo o gosto em publicar aqui a vossa opinião.
sábado, 24 de outubro de 2009
O Solista
Esta poderia ser a grande mensagem deste livro que me caiu nas mãos quase por acaso. Sim... é certo que já tinha visto uma apresentação do filme que me deixou muito curioso e expectante…
Steve Lopez, um colunista do Los Angeles Times, encontra nas ruas Nathaniel Ayers, um sem abrigo a tocar o seu violino de duas cordas, e vê ali um tema para abordar na sua coluna no jornal. No entanto, começa a descobrir mais qualquer coisa para além do que vê naquele pobre homem.
É um homem com talento, que tinha estudado numa das melhores escolas de música americanas, tinha sido um jovem promissor, a quem uma doença mental atirou para as ruas e para a miséria. Passa os dias pelas ruas, agarrado ao seu carrinho de supermercado onde leva tudo o que possui.
Steve Lopez vai-se envolvendo no que inicialmente era apenas material para mais um artigo de jornal. E vai querer melhorar-lhe a vida, tirá-lo da rua, permitir-lhe ter uma vida digna.
Às tantas começa a receber instrumentos oferecidos pelos leitores. Vai à procura do passado de Nathaniel, dos seus familiares. E a cada dia vai sendo confrontado com situações que lhe dizem que deve desistir.
Nathaniel, devido ao problema de saúde que tem, parece ser duas pessoas. Ora dócil e simpático, ora agressivo, mal-educado, rezingão, mal-agradecido. Lopez questiona-se até que ponto é possível ajudar alguém e estar disponível para esse alguém.
Ao longo de muitos meses há avanços e recuos, esperança e desilusões, sonhos e pesadelos a acontecer quase em simultâneo…
A ligação entre ambos vai-se tornando cada vez mais forte…
E… mais não digo.
Apenas que vale a pena acreditar nas pessoas, no melhor de cada um. Não desistir das pessoas.
Sem ser um livro com uma escrita cativante, a história – baseada em factos verídicos – agarra-nos e leva-nos de página em página. Queremos sempre saber como irá reagir Nathaniel a cada “prova” a que é sujeito, e como vai Steve Lopez encontrar forças para conciliar este desafio, a vida no jornal, a vida familiar.
Há uma pergunta que ao longo da história me foi surgindo a espaços: até que pondo podemos interferir na vida de alguém? Até onde essa acção é legítima, mesmo que para o bem do outro?
“O Solista”… alguém que toca sozinho.
Solista… solo… alguém só, sem mais ninguém para além de si mesmo. Sem relações, sem nada.
Lido o livro, é tempo de ver o filme.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A Papisa Joana

Donna Woolfolk Cross, escritora norte-americana, viu o seu livro "A Papisa Joana" convertido em filme pela mão do realizador alemão Soenke Wortmann.
O lançamento ocorreu na Feira do Livro de Frankfurt (espero que chegue até nós em breve).
Foto: EPA/Frank May (via jornal OJE)
---
Sobre o livro:
Numa época em que o saber escolástico era vedado às mulheres, JOANA desafia um mundo poderoso e conquista uma posição que a tornou numa das mais respeitáveis personagens do seu tempo.
Recomendo vivamente a leitura do livro. Este é o relato marcante de uma mulher que construiu uma história fantástica – a sua história, pese embora a igreja queira negar a sua existência.
O lançamento ocorreu na Feira do Livro de Frankfurt (espero que chegue até nós em breve).
Foto: EPA/Frank May (via jornal OJE)
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Sobre o livro:
Numa época em que o saber escolástico era vedado às mulheres, JOANA desafia um mundo poderoso e conquista uma posição que a tornou numa das mais respeitáveis personagens do seu tempo.
Recomendo vivamente a leitura do livro. Este é o relato marcante de uma mulher que construiu uma história fantástica – a sua história, pese embora a igreja queira negar a sua existência.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A escolha
O Nobel da Literatura deste ano foi atribuído a Herta Müller.
Nunca tinha ouvido falar dela, não vou fazer de falso entendido e culto.
Alguém já leu alguma obra dela?
Nunca tinha ouvido falar dela, não vou fazer de falso entendido e culto.
Alguém já leu alguma obra dela?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Nobel da literetura 2009
Na próxima quinta-feira será anunciado o vencedor do Nobel da Literatura.
Já há apostas sobre quem irá ser reconhecido este ano aqui.
Já há apostas sobre quem irá ser reconhecido este ano aqui.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O Padrinho de Mário Puzo
Quando se começa um livro, o tempo torna-se relativo. A leitura reveste-se de puro deleite e não deve ser apressada por desígnios menos nobres como a urgência de chegar ao fim, como se a história dependesse deste último capítulo para fazer sentido.
Há livros assim, mas este não é um deles.
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Há livros assim, mas este não é um deles.
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A história é sobejamente conhecida.
Possivelmente já todos viram o filme de Francis Ford Coppola.
Eu ainda não tive esse prazer e por isso não posso dizer se é ou não uma cópia fiel do livro, mas a julgar pelos galardões que recebeu em 1973, um sucesso de bilheteira deve ter sido com toda a certeza.
Sobre o livro:
Eu ainda não tive esse prazer e por isso não posso dizer se é ou não uma cópia fiel do livro, mas a julgar pelos galardões que recebeu em 1973, um sucesso de bilheteira deve ter sido com toda a certeza.
Sobre o livro:
Começo por destacar a passagem que, quanto a mim, resume a personalidade de Don Corleone: «Não te aborreças e nunca faças ameaças. Argumenta com as pessoas»Pacientemente, tentava mostrar o outro lado das coisas para fazer o interlocutor mudar de opinião e chegar a um acordo que servisse os seus interesses, claro está. Não havia impossíveis, se as coisas não ficavam resolvidas a bem, acabariam resolvidas a mal, sem olhar a meios para atingir esse fim.
E foi assim que Don Corleone construiu um império.
Tudo se resumia a uma factura que tinha de ser paga. E tudo era um assunto pessoal, fosse qual fosse o serviço.
E não era diferente para Michael Corleone que encarou a tentativa de assassinato do pai como um assunto pessoal. Vinga o pai e torna-se membro activo desta grande Família, mas é obrigado a fugir em seguida para evitar represálias, não evitando contudo a guerra das Famílias de Nova Iorque.
Sonny Corleone toma a rédea das operações enquanto Don Corleone não se restabelece. Mas Sonny não tem a diplomacia do pai e encarar cada situação com pulso de ferro o que só agrava o estado das coisas. Limita-se a reagir impulsivamente. A guerra torna-se sangrenta e todos o temem. Consegue o respeito de todos não há dúvida quanto a isso, mas é um respeito pelo medo e não pela grandeza, esta que valeu ao pai o título de Don. A grandeza de carácter e de princípios. Construiu um império sendo um homem de visão e de talento, podendo ser considerado um verdadeiro génio no que tocava a negócios. E quem não partilhava da sua visão, como a concorrência, era simplesmente convidado a mudar de ideias que é como quem diz convencido das vantagens de o fazer.
Todos aqueles a quem ajudava tinham um propósito para o futuro da organização de Don Corleone – o de consolidar o seu poder. E aqui se vê a diferença em relação a Sonny, exímio soldado de guerra, mas pouco dado a estratégias, necessárias neste cenário.
O mundo passara a ser um lugar seguro para todos aqueles que lhe juram lealdade. E poder um dia retribuir o favor prestado por Don Carleone era motivo de grande orgulho.
Com a morte de Sonny, os acontecimentos mudam de rumo e Don Carleone, entretanto restabelecido, retoma os negócios da Família.
Procura imediatamente cada uma das Famílias na disposição de fazer a paz, pondo de lado o infortúnio da morte do filho. Cada um apresenta as suas exigências e chegam a um acordo que deixa satisfeitas todas as partes.
Contudo, Phillip Tattaglia precisava de uma garantia pessoal da parte de Don Corleone de que não iria vingar a morte do filho ao fim de algum tempo, esquecendo este acordo. Assim, Don Corleone garante perante todos que, enquanto estiver à frente das acções da sua Família, nada irá fazer para vingar a morte do seu filho, sacrificando assim os seus interesses na defesa do bem comum. Mas...a vingança é um prato que se serve frio ...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Desafio
Um blogue.
Um livro.
Dois leitores mais ou menos compulsivos.
Duas leituras paralelas.
Resultado?
Em breve... palavras impressas aqui.
Um livro.
Dois leitores mais ou menos compulsivos.
Duas leituras paralelas.
Resultado?
Em breve... palavras impressas aqui.
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